terça-feira, 29 setembro 2026

Lyhanna. França ordena revisão de 70 mil denúncias de abuso de menores  

Segundo NM que cita Lusa, o anúncio foi feito  este domingo pelo ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, que garantiu que vai pedir uma revisão exaustiva de todas as queixas relacionadas com crimes contra menores - cerca de 70 mil processos - antes de 14 de julho.

 

"Não vou de férias e nenhum magistrado de alto nível o fará até que eu receba, um a um, os procuradores-gerais para avaliar a situação", declarou Darmanin, na véspera da reunião com os magistrados, no Ministério da Justiça, em Paris.

O ministro assinalou que existem "graves falhas" na gestão do caso do suspeito, Jérôme Barella, que acumulava várias denúncias de violações ou abusos de menores sem consequências, e anunciou que o relatório de inspeção que encomendou será divulgado dentro de quinze dias, indicando os responsáveis e as possíveis sanções, que incluem a destituição de magistrados, se for considerado necessário.

O caso do suspeito da morte de Lyhanna, segundo Gérald Darmanin, evidencia a necessidade de rever todas as denúncias de violência contra crianças para garantir uma resposta imediata e eficaz por parte da Justiça.

Conforme a mesma fonte, a morte de Lyhanna causou uma profunda comoção em França e reabriu o debate sobre possíveis disfunções na cadeia judicial na gestão de denúncias de violência sexual contra menores.

"Lyhanna é o último capítulo de uma tragédia que se arrasta há demasiado tempo: a de silenciar as crianças, quando estas mereceriam toda a nossa atenção, tal como outros países europeus sabem fazer há anos", denunciou o presidente da Câmara da localidade de Fleurance (Gers, sudoeste), Grégory Bobbato, num discurso que encerrou, após um minuto de silêncio e uma ovação comovente, uma marcha em memória da menina, à qual compareceram 6.000 pessoas.

O autarca referiu que a morte da menina "é uma falha social, nada menos".

Lyhanna desapareceu no dia 29 de maio, depois de entrar no carro do suspeito à saída da escola, tendo o corpo da criança sido encontrado seis dias depois, num silo de cereais abandonado de uma exploração agrícola situada a cerca de 15 quilómetros da sua escola, e onde Barella trabalhou no passado.

A identificação formal ocorreu um dia depois, na sexta-feira, graças a testes de ADN, embora as causas da morte ainda não tenham sido oficializadas.

Conforme ainda a fonte deste jornal, Barella, de 41 anos, é pai de uma amiga da vítima e acumula queixas por agressões sexuais contra menores, algumas arquivadas e outras ainda em curso. Foi detido poucas horas após o desaparecimento da menina e está sob investigação por rapto e privação de liberdade, tendo sido colocado em prisão preventiva.

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
24 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 23 horas atrás

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