terça-feira, 29 setembro 2026

Lúcio Antunes destaca trabalho colectivo e defende continuidade do projecto do futebol cabo-verdiano

Lúcio Antunes marcou presença no encerramento do V colóquio internacional dedicado ao futebol contemporâneo, onde reflectiu sobre o percurso da selecção nacional de Cabo Verde e a evolução do projecto desportivo do país.

À imprensa, Lúcio Antunes enfatizou que os resultados alcançados pela selecção são fruto de um “trabalho de equipa” construído ao longo de vários anos, envolvendo diferentes treinadores, jogadores e estruturas técnicas.

“Ninguém ganha nada sozinho”, afirmou, sublinhando que o sucesso é resultado da articulação entre todos os elementos do sistema.

O antigo seleccionador recordou ainda a importância da continuidade dos projectos desportivos, referindo que o trabalho iniciado em diferentes fases foi determinante para o crescimento do futebol cabo-verdiano.

Nesse sentido, defendeu que o percurso da selecção deve ser visto como um processo acumulativo, onde cada treinador e equipa técnica contribuiu para o desenvolvimento actual.

Antunes chamou também a atenção para a necessidade de gestão realista das expectativas em competições de alto nível, defendendo que a pressão deve ser equilibrada para evitar frustrações desnecessárias, sobretudo em contextos de maior exigência internacional.

 “Temos de ser ambiciosos, mas também realistas, porque o futebol de alto nível exige maturidade na forma como se lida com a pressão”, afirmou.

Outro ponto central realçado foi o futuro do futebol nacional após a qualificação para grandes palcos internacionais, pelo que defendeu a necessidade de transformar conquistas pontuais em desenvolvimento sustentável, com investimento na formação de treinadores, melhoria das infra-estruturas desportivas e reforço dos quadros competitivos.

“O Mundial não pode ser um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para organizar melhor o nosso futebol”, frisou.

Também frisou igualmente o papel dos jogadores da diáspora, sublinhando que todos os atletas cabo-verdianos, independentemente de jogarem no país ou no estrangeiro, devem ser avaliados pelo seu mérito e contribuição para a selecção.

“Não há jogadores de dentro ou de fora, há jogadores cabo-verdianos. O critério tem de ser sempre a qualidade”, advertiu.

O ex-selecionador concluiu deixando uma mensagem de esperança e ambição, apelando à continuidade do trabalho e ao reforço da estrutura do futebol nacional para garantir resultados consistentes no futuro.

“Temos um caminho feito, mas ainda há muito por construir. O essencial é não parar”, finalizou.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás

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jcf
24 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 23 horas atrás

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