terça-feira, 29 setembro 2026

Formação de 43 agentes comunitários reforça aposta na saúde sexual e reprodutiva em Santo Antão – directora

Durante a cerimónia de abertura da acção formativa, Ângela Gomes explicou que a iniciativa integra um projecto mais amplo, centrado na saúde materna e infantil, que visa contribuir para um futuro melhor das crianças cabo-verdianas e para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo a responsável, apesar dos progressos registados pelo país nos indicadores de saúde materna e infantil, é necessário intensificar as intervenções junto das comunidades para alcançar metas mais ambiciosas.

“Para acelerarmos os resultados, precisamos de acções muito mais amplificadas, mais concretas e, sobretudo, dentro das comunidades. A formação dos agentes comunitários nesta área é uma grande aposta e está alinhada com a estratégia do Governo e do Ministério da Saúde de prestar cuidados cada vez mais próximos das populações”, afirmou.

Ângela Gomes evidenciou ainda que Cabo Verde, enquanto país insular, enfrenta desafios relacionados com a dispersão territorial e o acesso aos serviços de saúde, apontando Santo Antão como um exemplo das dificuldades existentes, mas também da capacidade de resiliência e inovação na prestação de cuidados.

A directora nacional da Saúde considerou que as boas práticas desenvolvidas na ilha podem servir de referência para outras regiões do país, e sublinhou o papel determinante dos agentes comunitários na ligação entre os serviços de saúde e as populações.

Segundo a mesma fonte, o projecto não se limita à componente formativa, abrangendo igualmente áreas como a governação do sector, investimentos em infra-estruturas e aquisição de equipamentos destinados a melhorar os cuidados prestados às grávidas e aos recém-nascidos.

Ângela Gomes chamou a atenção para o facto de cerca de 70 por cento (%) da mortalidade infantil ocorrer nos primeiros seis dias de vida, situação frequentemente associada à prematuridade e a outras complicações neonatais.

Por isso, defendeu o reforço dos investimentos nos serviços neonatais como uma medida essencial para reduzir a mortalidade infantil para níveis inferiores aos actuais.

“Temos registado oscilações nos indicadores de mortalidade materna e infantil, mas continuamos com valores relativamente baixos. Ainda assim, o nosso objectivo é reduzir esses números ao mínimo possível”, afirmou.

A responsável aproveitou ainda para reiterar a importância dos agentes comunitários para o Sistema Nacional de Saúde, e defendeu a reconfiguração do seu perfil profissional, a actualização dos pacotes de serviços de saúde e melhores condições de trabalho para estes profissionais.

“É uma aposta segura que deve continuar a ser perseguida por todos os que estiverem à frente das decisões no sector da saúde”, sustentou.

Por sua vez, Adérito Lopes, que falava em representação dos agentes sanitários participantes, considerou a formação de grande relevância para o desempenho das funções nas comunidades.

Segundo explicou, os agentes comunitários estão diariamente em contacto directo com as populações e necessitam de actualizar constantemente os seus conhecimentos para responder de forma mais eficaz às necessidades das comunidades.

A cerimónia de abertura da formação contou ainda com a presença de representantes de várias instituições parceiras do projecto, nomeadamente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), bem como do embaixador da Índia em Cabo Verde.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás

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jcf
24 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 23 horas atrás

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