quarta-feira, 30 setembro 2026

Conselho de Concertação Social: UNTC-CS sai frustrada, CCSL optimista e patronato descarta aumento salarial

A reunião do Conselho de Concertação Social (CSS) realizada na sexta-feira, na Cidade da Praia, deixou frustrada a União Nacional dos Trescaladores de Cabo Verde-Central Sindical ( UNTC-CS) e optimista a Confederação Cabo-verdiana de Sindicatos Livres ( CCSL). Já o patronato descarta qualquer aumento salarial para 2023, enquanto o Governo propôs um aumento faseado do salário mínimo.

Segundo a Inforpress, a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde, Central Sindical, (UNTC-CS), Joaquina Almeida, manifestou a sua frustração neste encontro de apresentação formal das directrizes do OE’2023, alegando que “não se deslumbra absolutamente nada para 2022” quando entende que a guerra da Ucrânia não serve de desculpas para o não aumento do salário mínimo nacional porque devia ser implementado desde 2019.

Para Joaquina Almeida, a organização sindical que lidera levou propostas concretas para uma previsão no Orçamento de Estado de 2023 de aumento salarial de 3,5% face à inflação para 2023, aumento do salário mínimo de 13.000$00 para 15.000$00, retoma dos concursos públicos, progressões e promoções.

Já o presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, disse que saiu optimista, porque os cenários saídos da reunião vão ao encontro das suas propostas, nomeadamente, a questão das promoções e progressões pendentes, o enquadramento de alguns funcionários, à retoma do PCCS pendente da Polícia Nacional, Forças Armadas e outras categorias do quadro privativo.

José Manuel Vaz ressaltou o facto de a reunião ter servido “para analisar a questão da actualização do salário mínimo nacional de 13.000$00 para 14.000$00 em 2023 e de 14.000$00 para 15.000$00 em 2024” ao mesmo tempo que defendeu algum aumento nos salários públicos mais baixos para 2023, já que “os empregadores não têm condições para um reajustamento geral”.

Conforma ainda a Inforpress, em representação do patronato, Marco Rodrigues, presidente da Câmara e Comércio de Sotavento disse que há uma vontade do executivo em acolher as preocupações dos empresários, esperançado que se traduza no Orçamento de Estado para 2023, mas que os privados não têm condições objectivas para aumento salarial.

Referiu que os empresários atravessam um período muito complicado, do ponto de vista da produção de receita, pelo que propôs para o Orçamento de Estado para 2023 algumas questões relacionadas com as taxas e impostos que incidem sobre a actividade empresarial “acolhidas com muita atenção pelo grupo de trabalho e pelo vice-primeiro-ministro”.

O Governo, refira-se, propôs no dia 19 ao Conselho de Concertação Social um aumento faseado do salário mínimo nacional para o Orçamento de Estado de 2023 e análise das condições reunidas para uma previsível actualização salarial no sector privado, conclui a fonte deste jornal.

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

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