terça-feira, 29 setembro 2026

INSP reforça acções no terreno para analisar situação da epidemia de esquistossomíase em São Miguel

Segundo a presidente do INSP, em declarações à Inforpress, as equipas técnicas realizaram a quarta ronda de fiscalização e monitorização directa nas zonas afectadas.

Nesta quarta ronda, Maria da Luz Lima avançou que a instituição contou com o apoio da Delegacia de Saúde da Calheta de São Miguel, do Ministério da Agricultura e do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa.

“Especialistas de Lisboa apoiam a investigação epidemiológica e a análise laboratorial dos vectores. Contamos igualmente com o apoio de pescadores e de técnicos do Ministério da Agricultura, que colaboraram na identificação de focos de contágio nas linhas de água”, disse, sublinhando que o parasita se aloja em moluscos de água doce presentes em tanques e ribeiras.

Referindo-se ao contágio humano, a presidente do INSP afirmou que a infecção ocorre quando as pessoas entram em contacto com a água contaminada para banhos, ou seja, em sítios onde houve libertação de urina na água por indivíduos infectados.

“As pessoas infectadas que libertam urina nos tanques de água ou ribeiras propagam os microrganismos, perpetuando o ciclo. Neste momento a situação é estável, mas podem surgir novas infecções na época das chuvas, período em que aumenta o risco de dispersão do parasita”, explicou.

Face a essa possibilidade, Maria da Luz Lima avançou a necessidade de se elaborar um plano de acção, apontando que, com a aproximação da época das chuvas, são precisas maiores medidas de prevenção.

“Ultimamente não foram diagnosticados casos novos, mas dada a existência de hospedeiros intermediários (moluscos/caramujos) e a proximidade da época das chuvas, há necessidade de sensibilizar a população, fazer a vigilância e a investigação”, reiterou.

Apontou ainda como medidas a elaboração de campanhas de comunicação e o tratamento dos locais sinalizados. Neste sentido, alertou a população e os turistas para a proibição estrita de banhos nos locais sinalizados e apela aos pais para que impeçam as crianças de brincar ou urinar nas águas de risco.

No município da Calheta de São Miguel, a 5 de Maio de 2022, foi reportada pela primeira vez no país a presença de Schistosoma haematobium, desencadeando uma investigação com o objectivo de confirmar o diagnóstico, caracterizar o surto, identificar a forma de transmissão e recomendar medidas para prevenção e controlo.

Em Janeiro deste ano, no mesmo concelho, foram confirmados mais casos de esquistossomíase, sobretudo em crianças do sexo masculino.

A esquistossomíase é uma infecção parasitária causada por vermes do género Schistosoma. A doença é adquirida ao entrar em contacto com água doce contaminada (como lagos, tanques ou rios) onde vivem moluscos hospedeiros que expulsam as larvas do parasita.

As larvas (cercárias) penetram activamente na pele humana quando a pessoa entra em águas infestadas.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 1 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 18 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás

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