terça-feira, 29 setembro 2026

Primeira refinaria de ouro em Angola deverá estar pronta até final do ano - ministro

"Ainda este ano, esperamos inaugurar a primeira refinaria de ouro de Angola, um marco na nossa estratégia para promover o benefício local e a criação de valor", disse, durante a abertura da Conferência de Investimento em Petróleo, Gás e Mineração de Angola, a decorrer hoje em Londres.

A refinaria, financiada pela Endiama e situada no Polo Industrial de Viana, vai ter capacidade de produção prevista até 25 quilogramas por dia.

A infraestrutura foi anunciada em 2022 e deveria ter sido concluída mais cedo, mas sofreu atrasos repetidos. 

"O nosso objectivo não é apenas a extração, é a transformação", salientou o ministro, que referiu também a expansão da capacidade de lapidação e polimento de diamantes no país, de uma fábrica em 2017 para 10 fábricas atualmente.

Azevedo revelou ainda estar em desenvolvimento um polo industrial para pedras ornamentais. 

"A nossa ambição a longo prazo é clara: transformar minério de ferro em aço, transformar gás em fertilizantes, expandir o corte de diamantes e a produção de joalharia, desenvolver indústrias de transformação mineral intermédias e construir cadeias de valor industriais totalmente integradas em Angola", salientou.

Na conferência, realizada num hotel na capital britânica, participam investidores, operadores da indústria e especialistas.

Presentes estão membros do Executivo angolano, dirigentes da Sonangol, da Endiama, SODIAM, Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustiveis (ANPG) e do Instituto Geológico de Angola (IGEO). 

Além de promover oportunidades na exploração de petróleo e gás, a conferência pretende valorizar a área dos recursos minerais. 

"Para além de ser um dos principais produtores mundiais de diamantes, Angola já produz ouro, manganês, quartzo, pedras ornamentais e ferro-gusa, tendo retomado a produção de cobre no ano passado", enfatizou Azevedo.

O ministro disse também existirem "projectos relacionados com o nióbio e elementos de terras raras, cuja produção deverá iniciar-se em breve".

Lítio, fosfatos e outros minerais estratégicos "colocam Angola nas cadeias de valor globais emergentes da mobilidade elétrica, da indústria transformadora avançada, das tecnologias renováveis e das infraestruturas digitais", acrescentou.

Durante a estadia em Londres, Diamantino Azevedo interveio na Cimeira de Energias de África, na terça-feira, e encontrou-se na quarta-feira com dirigentes da petrolífera BP, a qual opera em Angola através da ‘joint-venture’ Azule Energy. 

A BP possui vários os investimentos em curso, nomeadamente o "Projecto Paz" para a extração de petróleo no Bloco 31, avaliado em cerca de cinco mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros).

A Semana com Inforpress/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 3 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 20 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 2 horas atrás

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