terça-feira, 29 setembro 2026

Especialistas defendem dimensão humana na medicina e na comunicação digital em evento na Praia

Os dois oradores participaram na sexta edição do evento Encantar Cabo Verde, realizado no Tech Park Cabo Verde, na capital cabo-verdiana.

Em declarações à Inforpress, Gustavo Carona afirmou que exercer medicina em contextos de guerra, sobretudo em países africanos e no Médio Oriente, é uma experiência “exigente e profundamente gratificante”.

O médico, que participou em 13 missões humanitárias ao longo de cerca de 12 anos, explicou que decidiu actuar em cenários de conflito depois da sua primeira experiência em Moçambique, onde se confrontou com situações de pobreza extrema e ausência de cuidados básicos de saúde.

Segundo o especialista, trabalhar em zonas de conflito representa um “imperativo moral”, razão pela qual concilia a actividade profissional em Portugal com missões humanitárias, somando cerca de três anos no terreno.

Entre os episódios relatados, destacou uma intervenção cirúrgica realizada no leste da República Democrática do Congo a um recém-nascido de duas semanas, gravemente desnutrido e desidratado, que necessitava de uma operação urgente para sobreviver.

De acordo com Gustavo Carona, a cirurgia foi bem-sucedida e a mãe da criança decidiu atribuir ao filho o nome do médico, em sinal de gratidão.

Também presente no encontro, Gustavo Ferreira apresentou uma palestra sobre estratégias de comunicação persuasiva e “gatilhos mentais”.

Autor do livro Gatilhos Mentais e de outras seis obras, explicou que o objectivo do seu trabalho passa por desenvolver formas de comunicação capazes de criar ligação genuína com os clientes.

Especialista em marketing digital, tráfego pago e inteligência artificial, considerou que um dos principais desafios do sector é a crescente dependência dos algoritmos das plataformas digitais, como o Facebook

 e o Instagram, que reduzem a margem de controlo dos anunciantes.

Para Gustavo Ferreira, apesar do crescimento da inteligência artificial, a ligação humana continua insubstituível.

“Uma IA não vai substituir a conversa que estamos a ter aqui. Não consegue replicar essa ligação verdadeira entre pessoas”, afirmou.

Apesar de actuarem em áreas distintas, os dois oradores convergiram na ideia de que o impacto do trabalho depende menos das ferramentas utilizadas e mais da intenção, da responsabilidade e da capacidade de servir o outro.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 4 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 21 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 3 horas atrás

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