terça-feira, 29 setembro 2026

Liberdade de Imprensa: AJOC alerta para “crescente pressão política e fragilidade económica” dos órgãos de comunicação social

Geremias Furtado fez esta declaração ao analisar a queda de Cabo Verde no ranking mundial da liberdade de imprensa, divulgada pelos Repórteres sem Fronteiras no relatório de 2026.

Segundo Geremias Furtado, há jornalistas que foram alvo de acusações públicas e pressão, situações que a associação classificou de “tentativa de intimidação e condicionamento da liberdade de imprensa”.

Neste sentido disse que a posição de Cabo Verde no relatório dos Repórteres Sem Fronteiras de 2026, deve ser lida com preocupação, serenidade e sentido de responsabilidade democrática.

“O país caiu da posição 30 para a posição 40 e com uma pontuação global de 71,98 pontos, registando recuos, particularmente nos indicadores políticos e económicos e isso confirma aquilo que temos vindo a denunciar”, declarou este presidente associativo.

Afiançou que a ausência de “soluções claras” para problemas estruturais, aliada à criação de mecanismos que podem fragilizar a autonomia editorial e acrescente desigualdade interna, contribui para um ambiente de incerteza e pressão dentro do maior grupo público de comunicação social do país.

De igual modo, chamou a atenção para a situação recente do site da Inforpress, que tem apresentado períodos de inoperacionalidade, algo que segundo Geremias Furtado deve ser enquadrado neste debate sobre a liberdade de imprensa e o funcionamento do ecossistema mediático em Cabo Verde.

Furtado apontou, que se trata de uma única agência de notícias do país e é um elo central na produção e difusão de informação para os diferentes órgãos de comunicação social.

“É muito mais do que um problema técnico, mas um constrangimento estrutural ao acesso à informação e ao pluralismo informativo, num contexto marcado por fragilidades económicas, dependência do financiamento público e questionamentos sobre a autonomia editorial, a indisponibilidade de um serviço público essencial”, indicou.

No entanto, a mesma fonte assegurou, que Cabo Verde continua a ser uma referência em África, com um “quadro legal” relativamente favorável e um ambiente físico seguro para o exercício da profissão.  

Mas a seu ver esta descida é um sinal de alerta, considerando que não podem ser normalizados ataques, processos intimidatórios, interferências editoriais ou precariedade laboral.

 “A democracia cabo-verdiana só será forte se tiver jornalistas livres, órgãos de comunicação social independentes e instituições públicas comprometidas com o pluralismo”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 5 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 21 horas atrás

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joão do rosário
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