terça-feira, 29 setembro 2026

KJF: Senegalês Ismael Lô realça papel dos artistas na promoção da paz mundial

Em declarações à imprensa, o músico disse que, num contexto internacional com fortes conflitos, a arte sendo ela representada por artistas plásticos, cineastas, escritores, dançarinos “todos têm a sua própria maneira de se expressar”, e todos querem a paz.

“Eu tenho essa música, eu falo, eu oro pela paz na África, mas esta paz precisa se estender por todo o mundo”, defendeu, sublinhando que tem desempenhando o papel plenamente como artistas.

Segundo o artista, mais do que um papel, trata-se de um dever natural, algo verdadeiramente humano, realçando, na sequência, que os mais fortes sempre dominam os mais fracos.

Quanto à juventude, Ismael Lô incentiva-os a acreditarem no seu potencial e no futuro do continente, e, o mais importante, lutem por uma África unida e próspera, uma África forte.

O cantor manifestou igualmente o seu apreço por Cabo Verde, país onde disse sentir-se em casa “como se estivesse em Dakar”, elogiando, na mesma linha, a organização, a limpeza da cidade da Praia e a hospitalidade dos cabo-verdianos.

Também a artista, embaixadora da cultura da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Fattú Djakité voltou aos palcos do certame em grande, com o seu próprio espectáculo, depois de já ter actuado como backing vocal em edições anteriores.

A cantora enfatizou a forte ligação criada com o público durante a sua actuação, asseverando que toda a preparação do espectáculo contou com muito carinho.

“Quando vi as pessoas a vibrarem e a cantarem comigo, minha família, meus amigos, é algo sem explicação”, caracterizou.

Reconhecida pela sua presença intensa e autêntica, Fattú Djakité apresentou temas como “Madalena” e “Badja Tina”, conhecidos pelo público, este último com um significado especial por ter sido produzido em casa.

Com uma carreira marcada por uma forte ligação à identidade africana e à transformação social, a artista reafirmou, mais uma vez, em palco, uma linguagem artística que cruza a memória, resistência e afirmação cultural.

Já para o grupo Broonklyn Funk Essentials, tanto o espectáculo como a recepção do público foi “fantástica”.

Questionado se já conheciam ou ouviram falar do festival, responderam que sim, é um festival popular com 15 anos, assegurando que foi uma honra fazer parte desta família.

O encerramento contou com a actuação do marroquino Saad Tiouly.

A 15.ª edição do festival arrancou na quinta-feira, 09, com o projecto “Entre Ilhas”, liderado pelo músico cabo-verdiano Adé Costa, residente nas Canárias, que reúne artistas de diferentes ilhas da Macaronésia.

A edição deste ano está orçada em 23 mil contos e homenageou Zeca di Nha Reinalda pelos 50 anos de carreira.

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
  Filomena foi uma jornalista de gabarito, dotada de um...
José Rodrigues
José Rodrigues
07 Sep. 2026
Cabo Verde na Vanguarda da Nova Economia:...
A indicação do líder da operadora concessionária deve basear-se...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
A cultura do ódio trazida para a vida pública...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...
Relevar dignidade deste país é fazer com que o...
Tony Miranda
Tony Miranda
21 Aug. 2026
A Inflação do Prestígio: Como a Obsessão...
Esta inflação sistémica de títulos está longe de ser...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
03 Aug. 2026
Editorial Analítico — A Década de Conflito...
A política cabo-verdiana viveu, nos últimos dez anos, uma...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 7 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 6 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...