terça-feira, 29 setembro 2026

Normas fitossanitárias são os principais entraves ao comércio entre Senegal e Cabo Verde - directora-geral do Cosec

Ndeye Thiam falava à imprensa após uma audiência com o primeiro-ministro,  Ulisses Correia e Silva, no âmbito de uma missão empresarial senegalesa que decorre na cidade da Praia de 07 a 11 do corrente mês.

Segundo explicou, apesar da “forte vontade política” manifestada pelos dois governos, as relações comerciais entre os dois países ainda dependem da resolução de questões técnicas ligadas à entrada de produtos agrícolas e à criação de uma ligação marítima regular entre Dacar e cidade da Praia.

Ndeye Thiam indicou que o Senegal pretende exportar para Cabo Verde produtos de grande consumo, como batata, cebola, tomate, cenoura, manga, melão, melancia, produtos haliêuticos e transformados à base de amendoim, mas advertiu que estes bens estão sujeitos a exigências sanitárias que ainda precisam de ser harmonizadas.

“Esperamos que haja acordos de facilitação para permitir a entrada dos produtos agrícolas senegaleses no mercado cabo-verdiano”, afirmou.

Segundo a mesma fonte, muitas das empresas senegalesas já exportam para mercados com padrões sanitários exigentes, pelo que acredita que será possível adaptar rapidamente os procedimentos para Cabo Verde.

Outro aspecto considerado decisivo é a criação de uma linha marítima regular entre Dacar e cidade da Praia, projecto que, segundo disse, já está a ser preparado pelas autoridades e operadores dos dois países.

“Tomaremos todas as disposições úteis para a implementação de uma linha marítima regular entre Dacar e cidade da Praia”, assegurou advertindo no entanto que a viabilidade dessa ligação dependerá da existência de carga suficiente em ambos os sentidos.

A responsável sustentou que a experiência recente da importação de cimento senegalês demonstra o impacto que o reforço das trocas comerciais pode ter na economia cabo-verdiana.

“Foi constatado que a chegada do cimento senegalês a Cabo Verde teve como efeito uma redução de 25 por cento (%) no custo do cimento”, disse realçando que este exemplo mostra que o aumento da presença de produtos senegaleses no mercado cabo-verdiano pode contribuir para reduzir o custo de vida.

A directora-geral considerou, por isso, que a futura linha marítima entre Dacar e cidade da Praia deve ser vista não apenas como uma infra-estrutura de transporte, mas como um instrumento para baixar preços e aumentar a oferta no mercado cabo-verdiano.

A missão do Cosec insere-se nos esforços de operacionalização do corredor marítimo Dacar–Praia e envolve representantes das actividades marítimas, da promoção das exportações e empresários senegaleses interessados no mercado cabo-verdiano.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 7 horas atrás

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jcf
25 dias atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 6 horas atrás

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