terça-feira, 29 setembro 2026

Atlantic Music Expo 2026 como reforço de pontes culturais com artistas internacionais e nacionais

Entre os destaques internacionais esteve Ju Moraes, do grupo Sambaiana, do Brasil, que actuou pela primeira vez em Cabo Verde.

A artista caracterizou o samba como “um acto de resistência, de amor à música e às mulheres”, destacando ainda a importância de inspirar novas gerações, sobretudo meninas, a acreditarem no seu lugar na música.

A actuação foi descrita como um momento de forte ligação com o público cabo-verdiano, cuja energia e entrega surpreenderam o grupo.

Também presente no evento esteve Kizaba Quebec, do Congo, que destacou a troca de energia com o público como elemento central da sua performance.

O músico, que combina várias expressões em palco, da percussão ao canto, sublinhou as semelhanças entre ritmos do Congo e de Cabo Verde, evidenciando pontos de encontro musicais que atravessam geografias.

A artista japonesa Maia Barouch, por seu lado, partilhou uma primeira impressão marcada pela forte receptividade do público.

Apesar de uma chegada recente e de alguns contratempos na viagem, destacou a atenção e a capacidade de escuta dos espectadores, bem como a forma como reagiram à sua música.

Por sua vez, o artista cabo-verdiano Derrick Salomão, que também subiu ao palco do AME pela primeira vez, mostrou-se “muito contente” com o evento, e descreveu como sublime o facto de estar num dos maiores palcos da música em Cabo Verde.

Segundo o próprio, sentiu-se à vontade no palco e a vibração do público foi um momento marcante, que o levará consigo para toda a vida.

Derrick Salomão escolheu um repertório da música cabo-verdiana, destacando algumas composições de autores nacionais.

O jovem, que em 2024 ganhou destaque ao vencer o concurso Todo Mundo Canta, disse sentir-se realizado por pisar o palco do AME 2026.

A artista Ineida Moniz, que já pisou várias vezes os palcos do AME, disse estar muito agradecida à cidade da Praia e elogiou mais uma vez o público, destacando a importância do Atlantic Music Expo como plataforma de visibilidade para artistas que, de outro modo, não teriam oportunidades de mostrar o seu trabalho.

Salientou ainda a relevância do evento como espaço de troca de experiências no mundo artístico.

Por fim, os artistas Batchard e Maya subiram juntos ao palco com um projecto colaborativo intitulado 1+1, um EP que funde rap e melodia numa abordagem sensorial ao amor na sua dimensão carnal.

Batchard, que não é estreante no AME, afirmou ser gratificante apresentar o seu trabalho através desta plataforma, alcançando um maior número de pessoas, tanto na diáspora como nos mercados internacionais.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 8 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 1 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 7 horas atrás

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