quarta-feira, 30 setembro 2026

INSP promove mesa redonda para assinalar Dia Mundial da Luta Contra Tuberculose

Esta iniciativa do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) teve como objectivo reforçar a consciencialização sobre a tuberculose, incentivando à adesão ao tratamento e contribuindo para a redução da incidência e da mortalidade.

Em declarações à Inforpress, o administrador executivo do INSP, Hélio Rocha, afirmou que o encontro constitui “um espaço de diálogo, partilha e construção conjunta”, sublinhando que “acabar com a tuberculose é uma responsabilidade de todos”.

Segundo o responsável, o INSP, enquanto entidade coordenadora da promoção da saúde, realiza regularmente actividades voltadas tanto para as comunidades como para os profissionais de saúde, enaltecendo o papel dos agentes de saúde no combate às doenças.

Hélio Rocha considerou ainda que a data deve ser encarada como uma chamada à acção, apelando à renovação do compromisso colectivo na luta contra a tuberculose, uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda desafiadoras da actualidade, sobretudo face ao aumento de casos resistentes.

Sob o lema “Sim, podemos acabar com a tuberculose: liderada pelos países, impulsionada pelas pessoas”, defendeu que a eliminação da doença é uma meta alcançável, desde que haja vontade política, investimentos sustentáveis, inovação e forte envolvimento comunitário.

Lembrou que dados de 2022 indicam que Cabo Verde registou 159 casos de tuberculose pulmonar, com maior incidência nos concelhos da Praia, São Vicente e Santa Catarina.

“Cada número representa uma vida, uma família, uma história e não podemos baixar a guarda”, alertou.

Por sua vez, a especialista em saúde pública Liliane Hungria destacou, durante a mesa redonda, o tema “Combate ao estigma e prevenção da tuberculose na comunidade”, defendendo que tanto os profissionais de saúde como a população têm um papel determinante.

Segundo explicou, cabe aos profissionais acolher, tratar e informar os doentes e suas famílias, enquanto à comunidade compete evitar a discriminação, identificar casos suspeitos e encaminhá-los para os serviços de saúde para diagnóstico precoce.

Liliane Hungria salientou também a importância da vacinação com BCG, administrada à nascença, como uma das principais formas de prevenção da doença.

Relativamente ao estigma, apontou que este resulta de preconceitos históricos que associam a tuberculose à pobreza e à morte, defendendo a necessidade de desmistificar a doença, actualmente prevenível e curável.

Entre as estratégias adoptadas pelas estruturas de saúde, destacou acções de educação para a saúde, sensibilizações em escolas e comunidades, rastreios activos e acompanhamento próximo dos doentes, com consultas regulares ou visitas domiciliárias.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 10 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 3 horas atrás

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joão do rosário
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