As autoridades contabilizaram 18 mortes por afogamento na sequência da nova vaga de inundações deste mês de Março, nas províncias de Niassa, Sofala, Tete, Gaza e Inhambane. A informação foi dada pela presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que apontou o dedo à população “em alguns casos” por “não querer acatar aquilo que são as várias mensagens trazidas no momento da sensibilização.”
Luísa Meque considerou satisfatória a descida do nível do caudal do rio Save, que transbordou e inundou os distritos de Machanga, em Sofala, e a vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, na província de Inhambane. “Acredito que até à próxima semana as famílias poderão estar dentro das suas casas porque, de facto, as águas baixaram muito”, declarou a responsável.
Em Gaza, as autoridades governamentais apontam para uma situação crítica em cinco distritos, com o transbordo do rio Limpopo.
Desde Outubro, o número de mortos na actual época das chuvas em Moçambique subiu para 296 e mais de um milhão de pessoas foram afectadas, de acordo com o INGD. Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos. A passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos. No total, 21.679 casas ficaram parcialmente destruídas, 10.179 totalmente destruídas e 204.789 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 304 unidades de saúde, 104 locais de culto e 722 escolas foram afectadas em menos de seis meses. Também foram perdidos 267.205 hectares de áreas agrícolas e afectados 8.434 quilómetros de estradas, 50 pontes e 237 aquedutos.
Desde Outubro, o INGD activou 184 centros de acomodação, que chegaram a albergar 127.426 pessoas, dos quais 53 ainda estão activos (cerca de 40 na última semana, devido às recentes inundações).
A Semana com RFI

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