quarta-feira, 30 setembro 2026

Ilha do Sal: Autarquia e sector hoteleiro unem-se em programa de habitação para fixar trabalhadores e garantir futuro do turismo

O protocolo, que envolve os hotéis Oásis Atlântico, Odjo d’Água e a Associação dos Proprietários das Agências de Turismo, Transporte de Turismo e Prestadores de Serviços Turísticos da Ilha do Sal (APROTUR), surge como resposta à pressão imobiliária causada pelo crescimento do turismo.

Segundo o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, o programa assenta em três pilares como facilitar o acesso a custos controlados, fixar mão-de-obra qualificada e garantir a estabilidade social da ilha.

“Não é justo nem sustentável que quem trabalha no turismo tenha dificuldade em viver com dignidade na própria ilha onde contribui para gerar riqueza”, afirmou o autarca.

Para viabilizar o projecto, o modelo de parceria prevê que a câmara disponibilize terrenos (cedidos pelo Estado) a custo zero para os hotéis. Adicionalmente, os promotores beneficiarão de juros bonificados em empréstimos bancários e isenção de taxas aduaneiras na importação de materiais de construção.

António Lobo, representante do hotel Odju D´Água, alertou para a urgência da medida, revelando que muitos trabalhadores correm o risco de ficar sem alojamento devido à conversão de apartamentos de renda fixa em alojamentos de curta duração.

“Estamos a passar por uma crise. Os nossos empregados não têm onde ficar. Daqui a um ano estas casas têm que estar construídas, não há outra solução”, defendeu o empresário, lembrando que os salários actuais do sector (entre 35 a 40 mil escudos) são incompatíveis com as rendas praticadas no mercado privado.

Por sua vez, o representante do grupo Oásis Atlântico, Filipe Nazaré, destacou o impacto positivo na fixação de colaboradores que vêm de outras ilhas.

“Eles são a maior força e alavanca que faz com que os hotéis consigam brilhar. É a primeira vez que alguns vão ter uma casa e esta união vai dar-lhes as condições que merecem”, afirmou.

No mesmo sentido, o presidente da APROTUR, Inorlando da Luz, agradeceu a iniciativa camarária, reforçando que a falta de habitação é o principal entrave à contratação.

“Nunca há funcionários suficientes nas áreas de turismo porque não há habitações. Este projecto é uma mais valia para todos nós”, concluiu.

Com este programa, a edilidade salense espera não só combater a precariedade habitacional, mas também travar a emigração de jovens, oferecendo-lhes condições para uma vida digna em Cabo Verde.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 11 horas atrás

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jcf
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joão do rosário
27 dias atrás 10 horas atrás

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