quarta-feira, 30 setembro 2026

Ténis: Novo presidente da federação pretende reactivar campeonatos nacionais e dinamizar a modalidade

Em declarações à imprensa a propósito da sua eleição, Adilson Matias começou por agradecer aos clubes e atletas que "não deixaram o ténis morrer" durante o período em que a federação esteve inativa, avançando que a prioridade imediata passa pela organização de competições para sinalizar o regresso da instituição.

 “(…) O que propomos é começar com campeonatos nacionais e, por isso, arrancamos com um torneio comemorativo para dar um pouco mais de ânimo e dinâmica à modalidade e para as pessoas verem que a federação está de volta”, afirmou.

Segundo Adilson Matias, o que o levou a assumir este desafio, foi o facto de se considerar uma pessoa apaixonada pelo desporto, principalmente pelo ténis, e pela vontade de implementar projectos regionais e nacionais nesta modalidade.

Por isso, salientou que o próximo passo da federação é organizar um torneio nacional, com todos os atletas activos, proporcionando mais jogos, mais tempo de treino e maior competitividade.

“Temos de ter mais associações, o que é um projecto a nível regional. E, a nível nacional, a ideia é realizar duas a três etapas nacionais para dinamizar realmente o ténis”, afirmou Adilson Matias, sublinhando que o seu objectivo é implementar projectos que garantam a competitividade e o aumento do tempo de treino dos atletas activos.

Para isso, explicou, a ideia é estimular a criação de associações regionais, contando com parcerias e grupos locais que queiram dinamizar o ténis, mas também com as câmaras municipais, além do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ).

Conforme Adilson Matias, a perspectiva é iniciar projectos de formação inspirados no projecto de formação de monitores implementado na Ribeira Grande de Santo Antão, que que considera ser um exemplo de sucesso.

“A partir de um projecto de formação de monitores, e com cada região a ter os seus monitores, começaremos a implementar novas associações e a dar aulas de ténis às crianças para evoluírem. É a partir daí que as associações começarão a formar-se, contando com os atletas”, prognosticou a mesma fonte, para quem, até chegar a esta etapa, cada região terá uma comissão de gestão.

Mas, para já, o novo presidente da Federação Cabo-verdiana de Ténis disse que o foco estará na reactivação administrativa, institucional e financeira da federação.

“Temos de ver como é que estamos financeiramente, o que é que temos de fazer e do que precisamos, para depois começarmos a planear, definir o caminho e como trilhá-lo”, adiantou, ressalvando, que vão organizar um campeonato nacional independentemente das condições que a federação tiver.

“Vamos trabalhar para termos um campeonato nacional dentro de quatro ou cinco meses. Se não tivermos dinheiro agora, vamos arranjar formas de o conseguir dentro desse prazo para organizar o campeonato”, arrematou.

A Federação Cabo-verdiana de Ténis estava inactiva desde 2019, após a saída do seu último presidente, José Almada Dias.

Durante este hiato, apenas as ilhas do Sal e de Santo Antão mantiveram uma dinâmica competitiva regular, em contraste com a letargia verificada nas restantes regiões desportivas.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 11 horas atrás

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jcf
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joão do rosário
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