quarta-feira, 30 setembro 2026

Presidente da Cruz Vermelha faz balanço positivo do mandato e reforça modernização da instituição

Em entrevista à Inforpress, Arlindo Carvalho afirmou que o seu mandato foi marcado por "grandes desafios", como os impactos pós-pandemia, as alterações climáticas e crises sociais, mas também por "importantes conquistas".

Entre os avanços, destacou a modernização da instituição, o reforço da sustentabilidade financeira e a ampliação do impacto humanitário em todo o país.

“Hoje, a Cruz Vermelha de Cabo Verde é uma instituição mais sólida, mais moderna e mais preparada para o futuro”, sublinhou.

Entre as principais conquistas do seu mandato, Arlindo Carvalho referiu a modernização e digitalização dos Jogos Sociais, que representam cerca de 80% do orçamento da instituição, garantindo a sustentabilidade financeira.

Destacou ainda a inauguração do Laboratório de Análises Clínicas, a realização de eleições nos Conselhos Locais para fortalecer a governação democrática, o protagonismo juvenil e a melhoria da capacidade de resposta a emergências, como demonstrado durante a tempestade Erin.

Para além disso, acrescentou que a Cruz Vermelha de Cabo Verde se tem destacado no Programa Nacional de Alerta Precoce, liderando o Pilar da Sustentabilidade e Resiliência.

O presidente reconheceu que o mandato foi também marcado por grandes desafios. "Enfrentámos um contexto particularmente exigente", disse, referindo-se aos efeitos prolongados da pandemia, ao agravamento das alterações climáticas, à insegurança alimentar e às emergências climáticas severas.

"Manter a instituição modernizada, assegurando simultaneamente a estabilidade financeira e a confiança pública, foi também um grande desafio", explicou.

Na sua avaliação, a Cruz Vermelha de Cabo Verde evoluiu principalmente em três áreas: modernização institucional, transformação digital e sustentabilidade financeira.

O fortalecimento da diplomacia humanitária, o aumento do voluntariado e o protagonismo da juventude foram também destacados como grandes avanços.

Embora tenha feito um balanço positivo, Arlindo Carvalho reconheceu que, como em qualquer mandato, há sempre metas que não foram atingidas.

"Gostaria de ter acelerado a diversificação de fontes de financiamento e expandido alguns serviços sociais a todas as ilhas", disse. No entanto, sublinhou que deixou bases sólidas para que esses objetivos possam ser alcançados no próximo ciclo estratégico.

Relativamente aos impactos da instituição nas comunidades, o presidente descreveu-os como concretos e mensuráveis, frisando sobretudo o apoio a mais de mil famílias em emergências, o reforço da segurança alimentar, o apoio a idosos e crianças vulneráveis, bem como as campanhas de saúde pública e a promoção da resiliência comunitária.

"Mais do que números, reforçámos a dignidade humana e a confiança das comunidades na instituição", afirmou.

Quanto à relação com os parceiros nacionais e internacionais, Carvalho referiu que é de "confiança e cooperação estratégica".

A Cruz Vermelha de Cabo Verde reforçou parcerias com o Governo, autarquias, União Europeia, sistema das Nações Unidas e sector privado, além de manter uma forte ligação com o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Questionado sobre uma possível recandidatura à presidência da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho afirmou estar, neste momento, focado em concluir o mandato de forma responsável e que a decisão será tomada após ouvir os membros da instituição e avaliar o que será melhor para a organização.

Se avançar para a recandidatura, Carvalho revelou que o que o motiva é o compromisso com a continuidade das reformas em curso, como a implementação da loja solidária Manuela Filipe e a consolidação dos serviços de saúde comunitários.

Caso opte por não se recandidatar, o presidente acredita que a Cruz Vermelha de Cabo Verde estará mais preparada para os desafios do futuro.

"A instituição está hoje mais estruturada, com melhor governação, maior previsibilidade financeira, processos modernizados e uma juventude mais activa e preparada", disse.

Em relação ao perfil ideal para liderar a Cruz Vermelha nos próximos anos, defendeu que deve ser alguém com "visão estratégica, capacidade de mobilização, forte sentido ético e compromisso com os princípios fundamentais do movimento".

Para Carvalho, é importante que a liderança saiba equilibrar a tradição humanitária com a inovação, fortalecer parcerias e manter a instituição próxima das comunidades.

Arlindo Carvalho concluiu que a Cruz Vermelha de Cabo Verde está bem posicionada para continuar a cumprir a sua missão e enfrentar os desafios futuros com mais força e resiliência.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

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