quarta-feira, 30 setembro 2026

Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque

"Por volta das 18h00 GMT [mesma hora em Lisboa] de 12 de março , um avião-tanque norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque", escreveu numa rede social o Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom), que inicialmente tinha falado em quatro mortos.

 
Num novo balanço, as autoridades norte-americanas referiram que mais dois tripulantes do aparelho tinham morrido, ou seja, a totalidade da tripulação a bordo.

"A perda do aparelho não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo", reiterou o Exército norte-americano, acrescentando que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".

Antes, num comunicado divulgado pela televisão estatal, o exército iraniano afirmou que o avião tinha sido atingido por um míssil disparado por movimentos armados pró-iranianos no oeste do Iraque e a tripulação não tinha sobrevivido à queda.

A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança informal de fações iraquianas apoiadas pelo Irão, reivindicou ter abatido um KC-135. Mais tarde, declarou também ter tomado como alvo outro aparelho, precisando que a tripulação conseguiu escapar.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, esta aliança reivindica diariamente ataques contra interesses norte-americanos no Iraque e em toda a região, mas raramente identifica os alvos.

Trata-se do quarto avião militar perdido pelos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão, no final do mês passado, depois de três aviões de combate F-15 terem sido abatidos acidentalmente por fogo amigo proveniente do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e uma envergadura de cerca de 40 metros, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores a jato e uma capacidade de carga que pode ultrapassar as 38 toneladas, dependendo da configuração.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados da televisão Al-Jazeera do Qatar.

a sEMANA COM nm/lUSA

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

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