quarta-feira, 30 setembro 2026

Moçambique ultrapassa 7.300 infetados por cólera desde setembro

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública e com dados de 03 de setembro a 09 de março, do total de 7.326 casos neste período, 3.207 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 38 mortos, e 2.625 em Tete, com 32 óbitos, além de 1.006 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado indica 124 casos e um morto na província da Zambézia, 106 casos e dois mortos em Manica, 256 casos e um morto em Sofala, um caso na cidade de Maputo e outro na província de Gaza.

Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (09 de março), foram confirmados 63 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1,1% e 54 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há mais de 72 horas. Contudo, houve declaração de surto no distrito de Doa, na província de Tete.

No surto anterior no país, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

"O país tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.

O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", declarou então o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

A Semana com NM

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

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