quarta-feira, 30 setembro 2026

Ilha do Sal: Colaboradores da autarquia paralisam serviços contra "vínculos precários" e “erros” no enquadramento

Reunidos à entrada dos Paços do Concelho, os funcionários, representados pela porta-voz Odília Estrela, denunciam disparidades nos critérios utilizados pela edilidade para o enquadramento do pessoal.

Abordado pelas funcionárias à entrada da câmara municipal na manhã desta segunda-feira, o edil do Sal, Júlio Lopes, manifestou "total solidariedade" com as reivindicações, mas ressalvou que a decisão sobre os moldes do enquadramento não terá partido directamente do seu gabinete.

Segundo a porta-voz, há situações de licenciados desde 2010 que continuam com a categoria de apoio operacional, enquanto outros colaboradores, com menos tempo de casa, foram integrados como técnicos superiores.

"Não adianta ser licenciado desde 2010 e continuar como apoio operacional, enquanto alguém que se licenciou recentemente entra como técnico superior. Qual é o benefício de estudar?", questionou Odília Estrela, criticando a falta de transparência na metodologia usada para a reclassificação.

A mesma fonte sublinhou que os serviços da Câmara estão assegurados apenas para o "mínimo indispensável", uma vez que os trabalhadores decidiram abandonar os postos de trabalho até obterem uma resposta clara por parte dos Recursos Humanos.

No mesmo sentido, a colaboradora Nadine de Pina, que ingressou na autarquia em 2016 via concurso público, expressou a sua frustração por continuar enquadrada como assistente técnica, apesar de possuir pós-graduação e desempenhar funções de gestão de serviço. 

"Onde está a motivação para continuarmos a estudar se não somos valorizados?", desabafou.

Abordado pelas funcionárias à entrada da câmara municipal na manhã desta segunda-feira, o edil do Sal, Júlio Lopes, manifestou "total solidariedade" com as reivindicações, mas ressalvou que a decisão sobre os moldes do enquadramento não terá partido directamente do seu gabinete.

O autarca defendeu que os trabalhadores devem ser integrados no novo quadro definitivo na qualidade de técnicos superiores, reconhecendo a legitimidade das suas aspirações.

Apesar do clima de tensão, as colaboradoras asseguram que a paralisação tem como único propósito a defesa dos seus direitos laborais e a exigência de igualdade de tratamento, afastando motivações de outra natureza e manifestando receio de eventuais represálias.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

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