quarta-feira, 30 setembro 2026

Fogo: Projecto Vitó defende reforço da gestão da Reserva da Biosfera do Fogo

Em entrevista exclusiva à Inforpress, Herculano Dinis apontou os vários progressos, mas sublinhou que, actualmente, não existe um director nem uma equipa contratada exclusivamente para assegurar a administração diária da Reserva da Biosfera, o que, segundo o mesmo, exige uma “solução urgente”.

Herculano Dinis destacou que já existem várias acções em curso, algumas pouco visíveis, e apontou como exemplos o funcionamento do Centro de Interpretação da Reserva em Chã das Caldeiras, a construção do letreiro nas proximidades do aeródromo de São Filipe e da rotunda alusivos à Reserva, bem como a publicação, no Boletim Oficial, dos planos de acção e de comunicação.

O website institucional, segundo o mesmo, encontra-se em fase final de desenvolvimento, estando praticamente concluído pela Direcção Nacional do Ambiente, faltando apenas pequenos ajustes.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, que supervisiona a Reserva, segundo Herculano Dinis, terá já encaminhado uma proposta ao Ministério, mas ainda não há consenso sobre o modelo a adoptar.

Herculano Dinis alertou que esta questão é crucial, tendo em conta que dentro de quatro anos a ilha do Fogo será novamente avaliada pela UNESCO e a inexistência de um órgão gestor poderá constituir um ponto fraco no processo de renovação do selo de Reserva da Biosfera, colocando em risco a manutenção deste estatuto internacional.

O director-executivo da Associação Projecto Vitó regozijou com a decisão do Governo em criar uma comissão sectorial para conduzir o processo de criação da área protegida da ilha Brava, abrangendo componentes terrestre e marítimo.

Segundo explicou, a decisão resulta de uma deliberação do Conselho de Ministros, sob tutela do Ministério do Ambiente, que mandatou a constituição de uma comissão liderada pela Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e integrada pelas organizações não-governamentais como o Projecto Vitó, Biflores e Biosfera, o Instituto do Mar, entre outras entidades.

A comissão dispõe de um prazo de seis meses para avaliar a proposta e emitir parecer final sobre a criação da área protegida e a expectativa de que o processo possa ser concluído antes desse prazo, tendo em conta que as eleições estão marcadas para o mês de Maio.

Segundo o mesmo, já houve uma reunião recente e existem dinâmicas em curso para cumprir os compromissos assumidos pelo ministro no sentido de avançar com a declaração formal da área protegida da Brava.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 15 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 8 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 14 horas atrás

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