quarta-feira, 30 setembro 2026

Guerra Ucrânia: Rússia nega recrutamento forçado de quenianos

“Servir de carne para canhão”, escreveram, esta semana, vários meios de comunicação, ao denunciarem que Moscovo estaria a recrutar de forma forçada quenianos, sem qualquer experiência militar, para lutar na guerra contra a Ucrânia.

A informação é agora desmentida pela embaixada russa no Quénia, que afirma nunca ter encorajado qualquer cidadão queniano a ingressar nas tropas russas para participar na guerra. As autoridades russas negam ainda ter colaborado com entidades ou indivíduos para coagir ou atrair cidadãos.

Em comunicado, a embaixada russa em Nairobi fala “numa campanha que culminou em acusações directas”, reiterando que nunca participou em “recrutamento ilegal” para servir nas suas Forças Armadas.

Ainda assim, a embaixada russa reconhece que estabeleceu contactos com responsáveis quenianos sobre os cidadãos que viajaram para a Rússia para lutar no conflito, mostrando-se aberta a um diálogo “construtivo e despolitizado” com o Quénia para abordar as suas preocupações a este respeito.

O parlamento queniano apresentou hoje um relatório do Serviço Nacional de Inteligência do Quénia (NIS), segundo o qual a Rússia terá recrutado pelo menos 1.000 cidadãos quenianos para lutar na Ucrânia.

De acordo com o documento do NIS, muitos quenianos acabaram no exército russo após terem sido enganados por agências de emprego e de viagens que prometiam empregos bem remunerados nas áreas de segurança e logística no estrangeiro.

Esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Diáspora do Quénia, Musalia Mudavadi, anunciou que em Março irá descolar-se a Moscovo para abordar esta questão.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, tem sido relatada a presença de centenas de africanos a lutar do lado russo. Apesar de alguns o fazerem de forma voluntária, como mercenários, outros denunciaram enganos e coacção.

Kiev já afirmou que cidadãos oriundos da Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros países, estão detidos em campos ucranianos, embora muitos morram ou fiquem gravemente feridos antes disso.

A Semana com RFI

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 15 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 8 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 14 horas atrás

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