quarta-feira, 30 setembro 2026

Exportações atingem 9.386 mil contos em 2025 com aumento de 18,2% - INE

De acordo com o resumo estatístico referente a 2025, as exportações passaram de 7.940 mil contos em 2024 para 9.386 mil contos em 2025, o que representa um acréscimo de 1.446 mil contos. 

No mesmo período, as importações evoluíram de 190.447 mil contos para 199.961 mil contos, traduzindo-se num aumento de 9.514 mil contos. Já as reexportações registaram uma diminuição de 2,2% em comparação com 2024.

A Europa manteve-se como o principal destino das exportações nacionais, absorvendo 95,4% do total. Espanha lidera entre os principais clientes, com 63,0% das exportações cabo-verdianas, embora tenha registado uma ligeira redução de 0,6 pontos percentuais face a 2024. 

Seguem-se a Itália, com 12,1%, e Portugal, com 11,2%, ambos com decréscimos face ao ano anterior. O Reino Unido ocupa a quarta posição, com um aumento significativo, passando de 3,3% em 2024 para 9,0% em 2025.

Em termos de produtos, os preparados e conservas de peixes continuam a ser o principal bem exportado, representando 75,4% do total, apesar de uma diminuição de 3,5 pontos percentuais. Os selos postais surgem em segundo lugar, com 9,0%, registando um aumento de 5,7 pontos percentuais, seguidos do vestuário, com 5,1%.

No que respeita às importações, o continente europeu manteve-se como principal fornecedor de Cabo Verde, com um peso de 58,0% do total, embora tenha registado uma redução de 5,6 pontos percentuais face a 2024. A Ásia/Oceânia ocupa a segunda posição, com 21,2%, seguida da África, com 13,3%, da América, com 5,9%, e do resto do mundo, com 1,6%.

Portugal permanece como o principal parceiro comercial nas importações, com 51.678 mil contos, correspondendo a 25,8% do total, apesar de uma redução de 4,9 pontos percentuais em relação a 2024.

Espanha surge na segunda posição, com 11,5%, enquanto a Nigéria ocupa o terceiro lugar, com 9,2%, registando um aumento significativo para 18.322 mil contos em 2025. China, Itália, França e Arábia Saudita completam o grupo dos principais fornecedores.

Os dez principais produtos importados representaram 68,6% do total das importações. Entre os bens mais adquiridos destacam-se os combustíveis (40,2%), veículos automóveis (5,3%), reatores e caldeiras (4,5%), máquinas e motores (4,4%) e ferro e suas obras (2,7%).

Por grandes categorias económicas, os combustíveis continuam a liderar, com um peso de 40,2% no total importado, embora tenham registado uma evolução negativa de 8,2%. 

Os bens de consumo (29,4%), bens intermédios (17,5%) e bens de capital (12,9%) apresentaram evolução positiva face ao ano anterior.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
  Filomena foi uma jornalista de gabarito, dotada de um...
José Rodrigues
José Rodrigues
07 Sep. 2026
Cabo Verde na Vanguarda da Nova Economia:...
A indicação do líder da operadora concessionária deve basear-se...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
A cultura do ódio trazida para a vida pública...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...
Relevar dignidade deste país é fazer com que o...
Tony Miranda
Tony Miranda
21 Aug. 2026
A Inflação do Prestígio: Como a Obsessão...
Esta inflação sistémica de títulos está longe de ser...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
03 Aug. 2026
Editorial Analítico — A Década de Conflito...
A política cabo-verdiana viveu, nos últimos dez anos, uma...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 16 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 9 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 15 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...