quarta-feira, 30 setembro 2026

Parlamento: Ministro da Saúde nega falta de anestesia e garante gestão criteriosa de medicamentos e consumíveis

As declarações foram feitas durante o período de perguntas ao Governo, na sessão plenária da Assembleia Nacional, em resposta a uma questão colocada pela deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Adelsia Almeida.

Na sua intervenção, a parlamentar acusou o Ministério da Saúde de má gestão de medicamentos, consumíveis e vacinas no mercado nacional, apontando alegadas situações de falta de vacina contra o tétano, anestesia, reagentes laboratoriais e materiais cirúrgicos básicos.

“Tem havido ruptura de medicamentos importantes, como os destinados ao tratamento da diabetes e da hipertensão. Ou seja, tem existido muita instabilidade no fornecimento e na disponibilidade de medicamentos e consumíveis no mercado, tanto para os cidadãos como para os próprios serviços hospitalares”, lamentou.

Neste sentido, questionou o Governo sobre as medidas a serem adotadas a curto e médio prazo para garantir o normal funcionamento do mercado.

Em resposta, o ministro explicou que os serviços procuram prever, com a antecedência que a experiência permite, as necessidades de medicamentos, de modo a assegurar reservas e solicitar a reposição de stocks atempadamente.

Contudo, reconheceu a existência de factores externos, relacionados com o transporte marítimo e o aumento dos custos logísticos — que, segundo afirmou, por vezes chegam a triplicar —, os quais podem afectar os prazos de entrega, tendo em conta a condição arquipelágica do país.

“Todos acompanham as situações que Portugal tem enfrentado com temporais e outros constrangimentos, havendo períodos em que o navio sequer saía para transportar medicamentos”, exemplificou.

Ainda assim, Jorge Figueiredo assegurou que o Ministério da Saúde tem feito uma “gestão criteriosa, responsável e destacável”, sublinhando que a administração do sector implica, por vezes, lidar com circunstâncias adversas.

Relativamente à anestesia, garantiu que nunca houve falta e explicou que, em momentos de perturbação no processo de reposição, é recomendada a redução de intervenções programadas, salvaguardando sempre as cirurgias de emergência para salvar vidas.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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