quarta-feira, 30 setembro 2026

São Vicente: Grupos recebem 500 contos cada com venda de bilhetes para Carnaval - presidente da LIGOC-SV

Segundo Marco Bento, a venda dos bilhetes para assistir ao Carnaval é da responsabilidade da Câmara Municipal de São Vicente, que delega esse serviço a uma empresa.

Após efectuar a venda, explicou, a empresa envia o montante à edilidade, que paga as despesas de logística e montagem das bancadas e de segurança, entre outros serviços, e depois divide equitativamente o restante para os grupos.

“A divisão tem sido muito equitativa. Todos os grupos recebem o mesmo valor, mesmo sabendo que na segunda-feira temos menos pessoas a assistir ao Carnaval, temos o grupo Samba Tropical que desfila e agora já estamos a introduzir os professores. Os grupos têm recebido à volta de 500 contos cada”, clarificou.

Conforme Marco Bento, todos os anos os grupos têm à sua disposição entre seis a sete mil contos. 

Isto porque, explicou, recebem quatro mil contos que a câmara canaliza directamente para as agremiações, mais 1.500 contos do Ministério da Cultura e ainda 500 contos da venda dos bilhetes, além de outros patrocínios que a liga consegue, através dos hotéis e de outros parceiros.

“Há dez anos isso era impossível, porque os grupos que estavam a concorrer recebiam da câmara municipal cerca de 700 contos”, afirmou.

No entanto, segundo a mesma fonte, este ano o montante disponibilizado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas será distribuído apenas aos grupos que vão desfilar.

“O Ministério da Cultura enviou a primeira tranche de 750 contos a cada grupo no final de Novembro. Mas os grupos que não vão desfilar devolveram o dinheiro e a totalidade da verba será dividida pelos que vão desfilar”, clarificou.

Sobre o funcionamento da LIGOC-SV, Marco Bento afirmou que a liga foi criada em 2018 e conta com quatro órgãos, nomeadamente a Assembleia Geral, o Conselho Deliberativo, a Direcção Executiva e o Conselho Fiscal.

Explicou que o objectivo da liga era assegurar uma “boa gestão” dos desfiles, mas também “proteger os grupos” em relação a efeitos externos, como contratos e direitos de imagem, garantindo um conjunto de direitos que anteriormente não existiam.

Clarificou, por isso, que a liga funciona como gestora dos desfiles oficiais, mas não interfere na cidade, nem na colocação das bancadas, nem tampouco na questão da segurança, que são da responsabilidade da Câmara Municipal de São Vicente.

“Nós gerimos apenas o que está relacionado com o desfile, como o júri e os regulamentos. Os regulamentos são aprovados pelo Conselho Deliberativo e entregues à Direcção Executiva, sendo executados através dos jurados que estão no desfile”, afiançou.

Contudo, segundo o presidente da LIGOC-SV, actualmente existe uma “sobreposição e tentativa de disputa dos órgãos”, pelo que considera necessária uma mudança, se a liga quiser continuar a organizar o Carnaval.

“Não direi agora quais são, mas acho que há órgãos a mais. Há órgãos como o Conselho Deliberativo, onde se sentam os presidentes, a Direcção Executiva, com um presidente, vice-presidentes, secretária e tesoureira, a Assembleia Geral, com os vogais, e o Conselho Fiscal, que nunca funcionou, porque houve vacatura logo no início”, argumentou.

Por isso, segundo Marco Bento, apesar de o Conselho Deliberativo não ter competência para o destituir, já anunciou há vários anos a sua intenção de sair, esperando que isso seja efectivado numa Assembleia Geral, que pode ser convocada por qualquer um dos sócios da liga. 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
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