quarta-feira, 30 setembro 2026

Uni-CV aposta na sensibilização e no acolhimento para combater mutilação genital feminina

Clementina Furtado manifestou esta posição na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) que, através do Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF), em parceria com a Alta Autoridade para a Imigração (AAI), promoveu, na mediateca do Campus do Palmarejo Grande, uma roda de conversa sobre mutilação genital feminina (MGF), para assinalar o Dia Internacional da Tolerância Zero à MGF.

A coordenadora do projecto explicou à Inforpress que a iniciativa visa sensibilizar a comunidade académica e a sociedade em geral, reforçando o conhecimento sobre a prática e contribuindo para uma resposta mais informada e humanizada.

Segundo a responsável, um dos desafios passa por combater estereótipos e preconceitos associados a pessoas oriundas de regiões onde a prática existe.

“Nem todas as pessoas que vêm desses países são a favor da mutilação genital feminina. Na maioria das vezes, não é algo que homens ou famílias autorizam, mas uma imposição cultural”, sublinhou.

Clementina Furtado salientou ainda que a Uni-CV, enquanto centro de fusão e transformação do conhecimento, tem um papel estratégico na promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em particular na luta contra práticas nocivas.

“Trabalhar com estudantes é essencial para que também sejam veículos de mudança e contribuam para a aceleração dos ODS rumo a 2030”, frisou.

A coordenadora apelou à não revitalização e à não discriminação de sobreviventes ou de pessoas provenientes de países afectados pela prática.

“Antes de condenar, é preciso conhecer, acolher e integrar, porque a mutilação genital feminina é uma violação dos direitos humanos das meninas e das mulheres”, reforçou.

Quanto aos resultados esperados, Furtado afirmou que a iniciativa pretende reforçar o conhecimento sobre as causas e consequências da MGF e promover o trabalho conjunto entre instituições e sociedade civil, com o objectivo de reduzir cada vez mais o número de meninas sujeitas à prática, e “quem sabe, chegar a zero meninas”.

A iniciativa decorreu sob o lema internacional “Rumo a 2030: Não haverá fim para a MGF sem compromisso e investimento sustentáveis” e contou com o envolvimento de estudantes e docentes do ensino superior, num espaço de diálogo e reflexão sobre os desafios persistentes no combate à mutilação genital feminina.

 

A semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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