quarta-feira, 30 setembro 2026

Wladzimierz Szymaniak descreve património histórico e cultural de Cabo Verde como “interessante e com muitas surpresas”

“Sempre descobrimos coisas novas, mas infelizmente, ou felizmente para investigadores, há muitos monumentos que estão em mau estado e precisam de peritagens, de valorização. No âmbito do projecto CULTIVAR, que envolve várias universidades da Europa e da África, incluindo Cabo Verde, visitamos o Fortim, em São Vicente, com uma localização espectacular, mas que está completamente abandonado”, disse, manifestando a sua tristeza pelo “abandono e vandalismo”.

O professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, que falava à imprensa à margem do Training Workshop: Interdisciplinary Cultural Projects & Focus Group with Stakeholders, a decorrer nos dias 02, 03 e 04, no anfiteatro da Unipiaget, esclareceu que nesta vertente as áreas com maior pertinência são as paisagens marítimas, costeiras e subaquáticas.

Wladzimierz Szymaniak que descreve o projecto CULTIVAR como um programa internacional que envolve várias universidades da Europa e da África, incluindo Cabo Verde, explicou ser este o quarto workshop realizado no âmbito do projecto que se encontra na fase de consolidação e relacionado com o património e com a herança cultural.

“Aqui entendemos o património não só como material, mas também literatura, estilo de vida e gastronomia. Hoje, vamos falar principalmente sobre projectos na área de cultura”, explicou, sublinhando que o denominador comum é sempre a cultura, embora se possa manifestar de outras formas.

Por sua vez, a investigadora da Universidade de Évora e coordenadora do projecto CULTIVAR, Sónia Bombico, que informou ser esta a segunda missão em Cabo Verde, avançou que o objectivo do workshop é a discussão e capacitação das instituições superiores de Cabo Verde para o desenvolvimento futuro de projectos culturais.

“Este é um projecto interdisciplinar e vamos ter hoje pessoas de diferentes áreas, do património, mas também das questões mais ligadas ao património alimentar, ao turismo sustentável. A ideia, nesta segunda fase do projecto, é trabalhar em conjunto, de forma interdisciplinar, para desenvolvermos ou propormos projectos a desenvolver no futuro”, disse.

A ideia, segundo explicou, é também envolver os estudantes, especialmente os de pós-graduação, para que se possam capacitar para, no território, desenvolverem depois projectos culturais que sejam mais interdisciplinares e que liguem as diferentes vertentes ao turismo, em particular ao turismo sustentável, visando dar retorno ao território.

O projecto Cultivar é liderado pela Universidade de Évora, em Portugal, e tem como parceiros europeus, para além dos parceiros em Cabo Verde e em São Tomé, a Universidade de Sassari, e a UNIMED, que é a União das Universidades do Mediterrâneo.

 

A Semna com Inforpress

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 11 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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