quarta-feira, 30 setembro 2026

Novo regulador financeiro de Macau promete reforçar serviços sino-lusófonos

De acordo com um comunicado do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças, Simon Vong Sin Man apontou como objectivo "potenciar as funções da plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa".

O novo presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) falava num discurso proferido durante cerimónia de tomada de posse, que foi realizada à porta fechada, sem a presença da comunicação social.

Na quarta-feira, a AMCM anunciou que um banco estatal chinês, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês), tinha completado a primeira emissão de dívida para financiar projetos nos países lusófonos, no valor de 5,5 mil milhões de yuan (660 milhões de euros).

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O organismo integra, além da China, os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.

A AMCM defendeu ainda que a operação da sucursal do CDB na vizinha região de Hong Kong também "destaca a participação e contributo de Macau para a construção" de 'Uma Faixa, Uma Rota'.

A iniciativa, anunciada pelo líder chinês, Xi Jinping, em 2013, envolve mais de 80 países – incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – para desenvolver ligações marítimas, rodoviárias e ferroviárias.

Em Janeiro de 2025, Henrietta Lau Hang Kun, dirigente da AMCM, disse que os bancos centrais de Angola e Timor–Leste estavam interessados em emitir dívida pública na região, para atrair investidores da China continental.

No mesmo discurso, Simon Vong prometeu também promover o sistema da moeda digital de Macau, cujo protótipo foi lançado em dezembro de 2024, com o apoio do banco central da China, a primeira grande economia do mundo a lançar uma moeda digital, o renmimbi digital ou e-CNY, em 2020.

Em novembro passado, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, disse que já encarregou uma instituição financeira, cuja identidade não revelou, de analisar a possibilidade de usar a pataca digital (e-Mop) no comércio sino-lusófono.

Em maio, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, tinha defendido que a pataca digital pode ser “um dos instrumentos de transação digitalizada para os países de língua portuguesa, para transações comerciais”.

Inforpress/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 11 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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