quarta-feira, 30 setembro 2026

São Vicente: Inaugurada fábrica de papel higiénico e guardanapos biodegradáveis com perspectivas de exportar

Em declarações à imprensa, o sócio-gerente da empresa, Paulo Vasco, que descerrou a placa de inauguração na companhia do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, explicou que a fábrica começou a operar a 15 de julho do ano passado, fruto de um investimento de cerca de um milhão e 300 mil euros.

Contudo, acrescentou, a unidade interrompeu a produção após a passagem da tempestade Erin, tendo registado perdas avaliadas em cerca de 30 mil contos em matéria-prima, máquinas, activos e custos com os trabalhadores, que não foram despedidos.

Segundo Paulo Vasco, após quatro meses de trabalhos de limpeza das máquinas, que ficaram alagadas com as chuvas provocadas pela tempestade, a produção foi retomada em Dezembro. Para recuperar dos prejuízos causados pela tempestade Erin, a empresa contou com apoio financeiro do Governo no valor de 1.200 contos.

“Neste momento, contamos com cerca de 30 trabalhadores. Em Fevereiro entram mais 10 e, até ao final do ano, estimamos ter 70 trabalhadores em São Vicente e 25 na ilha do Sal. Temos capacidade de produção para abastecer todo o território nacional”, explicou.

Conforme o empresário, a fábrica produz oito tipos de papel higiénico, sendo a maioria dos clientes hotéis. Produz ainda 14 tipos de guardanapos, com três medidas diferentes, cerca de seis tipos de rolos de papel de cozinha, desde o industrial ao doméstico, toalhas de mãos e rolos para marquesas de hospitais e clínicas.

Tem ainda em um projecto para a produção de papel A4, rolos de papel para dispositivos de caixa electrónica e pequenas bolsas de papel destinadas a passageiros que enjoam durante viagens de barco.

Segundo Paulo Vasco, a empresa conta com uma unidade em São Vicente, outra na ilha do Sal e uma representação na cidade da Praia. Está igualmente nos planos a criação de uma filial no concelho de São Miguel, tendo em conta que a ideia no futuro é exportar os seus produtos para Portugal, Dinamarca, Inglaterra e Estados Unidos da América, logo que a fábrica esteja estabilizada.

Segundo o primeiro-ministro, que participou na inauguração, a sua presença no acto foi para “conhecer a resiliência” dos promotores do projecto depois da tempestade Erin e mostrar que “o Governo esteve e continua presente com as medidas de protecção para recuperar mais forte e com mais resistência”.

O chefe do Governo destacou a importância de investir na actividade industrial para o País.

Também informou que o Executivo está a preparar-se para introduzir obras na Zona Industrial de Lazareto para “melhorar as condições de instalação das empresas para poderem produzir mais, gerar emprego, rendimentos e melhores condições para as famílias e crescimento económico”.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 11 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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