Guterres vê EUA e China como polos a dividir mundo em esferas de influência rivais

Momentos antes, Guterres, que deu esta quinta-feira a primeira conferência de imprensa do ano em Nova Iorque, tinha alertado que os problemas globais não serão resolvidos por “uma única potência a ditar as regras”, esclarecendo posteriormente que se referia a Washington.

“No momento atual, é evidente que o país mais poderoso do mundo são os Estados Unidos”, afirmou Guterres, após ser questionado sobre a que país se referia quando afirmou, nas declarações iniciais na conferência de imprensa, que os “problemas globais não serão resolvidos por uma única potência a ditar as regras, nem serão resolvidos por duas potências a dividir o mundo em esferas de influência rivais”.

“E, obviamente, vemos, e muitos veem, em relação ao futuro, a ideia de que existem dois polos, um centrado nos EUA e outro na China. Essa foi a segunda referência que fiz”, acrescentou, na conferência de imprensa, acompanhada pela agência Lusa.

Guterres defendeu a necessidade de se apoiar a multipolaridade, “se queremos um mundo estável, em que a paz possa ser sustentada, em que o desenvolvimento possa ser generalizado e em que, no final, os valores prevaleçam”.

“Precisamos de apoiar uma relação densa, um conjunto de relações entre diferentes países”, apelou ainda.

A Semana com Observador/Lusa

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