quarta-feira, 30 setembro 2026

Administrador da Livraria Pedro Cardoso defende política nacional "robusta" para o sector do livro

As declarações foram feitas à margem da conferência internacional sobre “O livro e a liberdade de expressão”, promovida pela Livraria Pedro Cardoso em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, no âmbito das celebrações do 35.º aniversário do dia da Liberdade e da Democracia, assinalado a 13 de Janeiro.

“Eu acho que o país precisa de uma política robusta do livro, a nível nacional, e a nível municipal salvo uma ou outra excepção, não existe política do livro, quando é assim, não é fácil”, afirmou.

Ainda assim, destacou o contributo que tem dado enquanto instituição privada que tem tripla função, nomeadamente como livreiros, editores e como órgão de comunicação social através da revista Leitura, regulada pela ARC.

Apesar das dificuldades, Mário Silva fez um balanço positivo dos últimos anos em matéria do livro, entretanto reconheceu que o país está aquém do desejável.

Sobre a conferência, explicou que o objectivo é promover um debate amplo sobre o livro na sua dimensão criativa, artística e social, reunindo especialistas nacionais e internacionais, nomeadamente de Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

O administrador da Livraria Pedro Cardoso defendeu que sem liberdade de expressão não há criação nem criatividade, e considera que em Cabo Verde existe ainda a concepção do livro que enfoca o texto.

“Nós vamos discutir, por exemplo, o livro como objecto de arte, porque o livro é mais do que um texto, é fotografia, ou pode ser fotografia, é desenho, seguramente, pode ser um diálogo com artistas plásticos, o livro, em suma, é algo mais do que um texto e lidar com esta simultaneidade da dimensão do livro parece que é importante”, referiu.

Realçou que é importante também ter em conta que o livro só faz sentido numa perspectiva de ser divulgado, de protecção dos autores e das editoras e do ponto de vista dos direitos dos autores.

“Nesse sentido, vamos discutir a protecção do livro na perspectiva dos direitos dos autores e a cópia pirata que, neste mundo de tecnologias, é fácil, vamos analisar que protecção o órgão jurídico cabo-verdiano dá a esta matéria”, acrescentou.

Outro dos pontos em destaque será o género biográfico, ainda pouco debatido no país, mas que, segundo Mário Silva, tem ganho dinâmica nos últimos anos.

Mário Silva reconheceu que o livro não mobiliza grandes públicos, mas sublinhou que o objectivo é mobilizar os mobilizáveis sendo que existem jovens com interesse pelo livro, mas também os mais velhos com muito pouco interesse e escritores cabo-verdianos participam muito pouco em discussões deste tipo.

Destacou o bom desempenho da literatura infantil e juvenil, que no seu entender tem tido um bom mercado.

Para o próximo ano, a Livraria Pedro Cardoso mantém a sua aposta editorial, prevendo a publicação de 150 novos títulos.

 

A Semana com Inforpress

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 19 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 18 horas atrás

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