quarta-feira, 30 setembro 2026

ONEVESC: Investigadora realça benefícios no reforço da vigilância e diagnóstico das doenças associadas aos vectores

Em declarações à imprensa citada pela Inforpress, à margem do encerramento do projecto ONEVESC, hoje no Palácio do Governo, Silvania Leal apontou os mosquitos, as carraças e os flebótomos, como os mais investigados no trabalho.

“Com este projeto, o país ficou capacitado em relação aos profissionais de saúde, em relação à instalação da capacidade de diagnóstico laboratorial, tanto dos mosquitos como das carraças e dos flebótomos. Nesse projeto, identificámos uma nova espécie de inseto, que é o flebótomos, que está associada à transmissão de agentes patogénicos como parasitas e vírus”, declarou.

A mesma fonte sublinhou que a espécie encontrada de flebótomos não está associada à transmissão de agentes infecciosos no país. 

O projecto, que está associado às três saúdes, animal, ambiental e humana, serviu, conforme a investigadora, para que trabalhassem com maior detalhe com os mosquitos, as carraças e com a parte humana e animal.

Agradeceu a parceria do INSP,  Carlos Jorge, de Portugal, que promoveu o suporte técnico necessário para reforçar as capacidades locais através do conhecimento INSP de Cabo Verde.

Para a investigadora do INSP de Portugal Rita Sousa a emergência das doenças transmitidas por vetores tem tornado uma preocupação, pelo que a vigilância entomológica é essencial para mitigar e perceber os potenciais surtos para evitar e estabelecer o controlo dos vetores.

“Neste projeto partilhamos a nossa experiência para identificar a entrada de espécies exóticas e que podem ser vetores que propagam o vírus do dengue, do chikungunya e de outros vírus”, disse, frisando que a partilha técnica foi importante no domínio de experiências e aprendizagem mútua.

Conforme ainda a Inforpress, participaram no projeto ONEVESC técnicos de investigadores do Instituto Nacional de Saúde de Portugal Ricardo Jorge, do INSP de Cabo Verde e investigadores de universidades de Cabo Verde e do Brasil.

Sem terem apresentados ainda os resultados do projecto, Rita Sousa avançou que Santiago é a ilha onde a população apresenta uma maior exposição ao vírus de dengue e de zika, tendo sido a mais afectada durante os surtos que ocorreram no país.

O projeto teve início em 2022 e terminou em 2025, tendo recebido um financiamento a volta de 240 mil euros.

 

 

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 19 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 18 horas atrás

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