“Sou o homem que neste país mais tenho batido pelo aumento do salário mínimo nacional”, declarou, recordando que a CCS foi responsável pela apresentação, em sede de concertação social, do primeiro grande aumento significativo, quando o salário mínimo passou de 13 mil para 17 mil escudos.
Segundo Marcos Rodrigues, a CCS voltou recentemente a propor um novo aumento para 25 mil escudos, sublinhando que o sector empresarial quer melhores condições remuneratórias para os cabo-verdianos.
“Os empresários querem que os cabo-verdianos, sem exceção, tenham excelentes salários. Para haver excelentes salários, sabe o que é que é preciso, não é, uma economia dinâmica”, avançou, acrescentando a necessidade de ajustar as políticas públicas.
Para este responsável, a melhoria salarial depende de condições estruturais que permitam maior geração de riqueza, apontando como essenciais “uma economia mais dinâmica e justiça fiscal“.
O Governo criou, a 16 de Janeiro, uma comissão tripartida para a Implementação do Salário Mínimo Nacional, que será uma instância de apoio e de diálogo social para a fixação do valor de 25 mil escudos até 2027.
Mas, refere a mesma resolução, terá “impactos económicos e financeiros significativos”, que “exigem uma abordagem gradual e concertada”. Daí a criação da Comissão Tripartida para a Implementação do Salário Mínimo Nacional.
A Semana com Inforpress

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