quinta-feira, 01 outubro 2026

Irão: Um mês de contestação no país

A vida retoma um certo ritmo no Irão com o acesso à internet, apesar de ainda limitado, e da reabertura da Feira de Teerão.

Quase todos os comércios abriram, a menos de dois meses do Ano Novo iraniano, a 20 de Março, mas os comerciantes admitem que a actividade não voltou ao normal, como confirmou Hossein, que vende joalharia em plástico.

«Os clientes ainda não regressaram porque temem que uma guerra ocorra a qualquer momento. Espero que não seja o caso. Isso afecta directamente o comércio. No ano passado, neste periodo, Tinhamos muitos clientes e muitas vendas, mas neste momento o mercado estagna».

Ahmad, vendedor de tecidos, admitiu que as informações que circulam não ajudam os comerciantes: «Com essas informações de uma guerra iminente, é a instabilidade. Em relação ao ano passado, temos 100% de perdas. Houve o preço do ouro e a queda da nossa moeda em relação ao dólar. Agora com a ameaça de uma guerra, isto abala ainda mais a nossa economia. Toda a gente está desorientada, ninguém gasta dinheiro e esperamos todos para ver o que vai acontecer. As pessoas querem preservar as suas economias para um caso de urgência».

Declarações recolhidas pelo nosso correspondente Siavosh Ghazi e dobradas por Miguel Martins.

O movimento de contestação começou a 28 de Dezembro de 2025 devido à queda da moeda iraniana, que prossegue há três dias com uma perda de 10%, e do aumento do custo de vida para os iranianos.

De referir que a repressão terá causado a morte de mais de 3 000 pessoas segundo a versão oficial das autoridades iranianas que culpam os Estados Unidos, Israel e os seus «agentes terroristas» pelas mortes.

A Semana com RFI

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Comentários

joão do rosário
24 dias atrás 20 horas atrás

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jcf
26 dias atrás 13 horas atrás

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joão do rosário
28 dias atrás 19 horas atrás

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