quarta-feira, 30 setembro 2026

Cheias em Moçambique já fizeram 122 mortos e afetaram 717 mil pessoas

De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com números de 01 de outubro até esta manhã, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas, até ao momento, 717.120 mil pessoas - mais quase 40 mil em poucas horas -, equivalente a 152.914 famílias, com 11.433 casas parcialmente destruídas e 4.987 totalmente destruídas.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional. Desde 21 de dezembro, quase três meses depois do início da época chuvosa (que vai até abril) e pouco antes do início da fase atual de fortes e consecutivas chuvas, até ao momento, os dados do INGD contabilizam assim 21 mortos.

Dos 93 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 82 permanecem agora ativos, com 87.322 pessoas, incluindo as 17.524 que tiveram de ser resgatadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Na nova atualização, contabiliza-se que foram afetadas, até ao momento, 57 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 318 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.957 quilómetros de estrada e 193 postes de eletricidade tombados.

No registo do INGD aponta-se ainda para 166.308 hectares de área agrícola afetados, dos quais 74.769 hectares dados como perdidos, afetando 115.092 agricultores, além da morte de 64.743 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que têm obrigado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem fortes descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 19 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 18 horas atrás

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