quarta-feira, 30 setembro 2026

Associação dos Armadores de Pesca da Praia vê com bons olhos estudos para expansão e modernização do Porto da Praia

Em declarações à Inforpress, Samora Barros afirmou que a Associação encara esta iniciativa “com muito bons olhos”, sublinhando que se trata de uma necessidade antiga e fundamental para o desenvolvimento do sector das pescas e para a economia.

Segundo o responsável associativo, a expansão do porto poderá ter um impacto directo e “positivo” no sector da pesca artesanal e semi-artesanal, melhorar as condições de descarga e conservação do pescado, bem como o acesso a infra-estruturas adequadas.

“O projecto poderá contribuir para o desenvolvimento económico, criação de empregos directos e indirectos, aumento da produção e da exportação de pescado e fortalecimento da economia local”, salientou.

Relativamente à existência de embarcações paradas no Cais da Praia, Samora Barros explicou que as razões são diversas, passando por problemas técnicos ou mecânicos, bem como dificuldades financeiras enfrentadas pelos armadores, que impedem a realização de manutenção ou a substituição de equipamentos essenciais.

O presidente da Associação alertou ainda para a presença de embarcações abandonadas no cais, situação que considera preocupante, uma vez que ocupa espaço e dificulta as operações dos pescadores que continuam activos.

“É um problema antigo, que resulta sobretudo da falta de meios financeiros”, afirmou.

Questionado sobre as condições actuais do Cais da Praia, Samora Barros reconheceu que o espaço não dispõe, neste momento, de todas as condições mínimas necessárias para apoiar a actividade pesqueira de forma eficiente e sustentável, apontando limitações ao nível do espaço.

No entanto, mostrou-se confiante de que, com a aprovação dos estudos e a concretização da expansão, será possível “melhorar significativamente” essas condições.

Aquele responsável considerou ainda que uma expansão bem planeada poderá tornar o Cais da Praia mais funcional, garantindo melhores condições de trabalho, maior organização do espaço e mais segurança para os pescadores e embarcações.

Samora Barros revelou que a Associação tem mantido diálogo com o Governo, nomeadamente com o Ministério responsável pelo sector e outras entidades ligadas à gestão portuária, com o objectivo de transmitir as preocupações dos pescadores e contribuir com propostas concretas para a melhoria das condições da actividade.

Sobre a transferência de embarcações da zona da Praia Negra, esclareceu que esse processo ocorreu sobretudo por falta de espaço e de condições adequadas, tendo apenas duas embarcações, que iriam retomar a actividade, sido transferidas para Achada Grande, permanecendo as restantes ainda na Praia Negra.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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