quarta-feira, 30 setembro 2026

Ajoc denuncia pressões e represálias contra jornalistas em 2025 e reafirma defesa da liberdade de imprensa

Numa mensagem dirigida aos profissionais da comunicação social, por ocasião do encerramento de mais um ano e da abertura de novo ano, a AJOC considerou que 2025 ficou marcada por “desafios profundos ao exercício livre do jornalismo”, incluindo “intimidações, represálias e pressões” sobre vários jornalistas.

Apesar do contexto adverso, reconheceu que o ano evidenciou “a coragem, o rigor e o elevado sentido de missão” da classe jornalística em Cabo Verde.

A associação manifestou “preocupação e tristeza” perante decisões administrativas recentemente tornadas públicas no seio da comunicação social pública, que resultaram na aplicação de sanções disciplinares a responsáveis editoriais. 

Conforme explicou, estas decisões decorreram de deliberações regulatórias que confirmaram interferências ilegítimas nos conteúdos editoriais, configurando “actos de represália e um grave ataque” à liberdade de imprensa e à independência editorial.

“Reafirmamos que não estamos perante meros conflitos de gestão, mas sim diante de ingerências políticas e administrativas inaceitáveis, que ferem a lei”, pontuou no comunicado, além de afrontar, continuou, a Constituição da República e colocar em causa valores fundamentais da democracia.

O sindicato reforçou que continua a exigir a intervenção das entidades competentes e “expressa total solidariedade”  aos profissionais alvo de pressões, perseguições ou tentativas de silenciamento.

No mesmo contexto, repudiou de forma veemente declarações públicas que sugerem ou legitimam o recurso à violência como forma de condicionar o exercício do jornalismo, classificando-as como graves, irresponsáveis e incompatíveis com os princípios democráticos e com o Estado de Direito.

A associação considerou que não há espaço para a normalização da violência, sobretudo quando deriva de representantes eleitos, defendendo que as instituições democráticas, em particular os órgãos de soberania, devem demarcar-se claramente deste tipo de discurso e reafirmar o respeito pela imprensa cabo-verdiana.

A Ajoc recordou que os jornalistas e demais profissionais da comunicação social em Cabo Verde exercem a sua missão com “profissionalismo e responsabilidade”, acrescentando que nenhuma intimidação, verbal ou física, impedirá o cumprimento do dever constitucional de informar, questionar e fiscalizar os poderes instituídos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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