Esta posição da UCID foi manifestada através de um comunicado enviado à Inforpress a propósito das buscas não domiciliárias efectuadas na Câmara Municipal da Praia pelo o Ministério Público, a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Segundo o partido, liderado por João Santos Luís, “em Cabo Verde ninguém está, nem deve estar, acima da lei”.
Também apelou à serenidade institucional, ao respeito mútuo entre órgãos de soberania e autarquias, e à cooperação responsável com a justiça, dentro dos limites legais.
Conforme a UCID “o Estado de Direito democrático exige que as instituições de justiça actuem com independência, legalidade, proporcionalidade e respeito ao devido processo, garantindo, simultaneamente, a presunção de inocência e os direitos fundamentais de todos os cidadãos”.
O partido sublinhou, igualmente, o princípio da igualdade perante a lei, rejeitando quaisquer práticas discriminatórias.
“Sempre que existam indícios que justifiquem investigação, esta deve ocorrer com o mesmo rigor e imparcialidade, independentemente de cargos, filiações políticas ou posições institucionais”, adiantou a mesma fonte.
Para a UCID é essencial que a justiça nunca seja instrumentalizada de forma selectiva, pois a “confiança nas instituições depende da eficácia no apuramento de responsabilidades e da neutralidade e transparência dos procedimentos”.
O partido considerou ainda, que deve ser assegurada a continuidade dos serviços públicos essenciais, salvaguardando os direitos e o bem-estar da população.
A Semana com Inforpress

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