Ireneu Camacho assumiu este posicionamento hoje em conferência de imprensa, no Mindelo, apesar de, em Abril último, o ministro do Mar ter também anunciado que um consórcio espanhol, integrado pelas multinacionais Ubago, Jealsa e Mercadona, estava posicionado para assumir a gestão da plataforma de frio do Porto Grande do Mindelo, antes explorada pela Atunlo.
Confrontado pela imprensa, o presidente da empresa gestora dos portos (Enapor) explicou que esta tem os seus procedimentos que cumprem o Código de Contratação Pública.
“Acreditamos que a melhor forma de encontrar um parceiro é através de um concurso público e neste momento estamos nesse acto e o concurso é aberto para todos participarem e acreditamos que com essa metodologia nós iremos sim alcançar o parceiro que nós almejamos”, sustentou Camacho, referindo-se ao processo que foi lançado hoje.
Segundo a mesma fonte, agora é aguardar os resultados do concurso, que se estende até 23 de Janeiro, e do qual deverá ser escolhido o “melhor parceiro”, para respeitar as decisões do caderno de encargos para exploração da plataforma.
Como exemplo de directrizes, Ireneu Camacho explicou que, entre outras obrigações, a estratégia da concessão passa por ter uma garantia em relação aos colaboradores e ainda um plano de investimento “muito forte” com “visão de inovação, sustentabilidade e principalmente atento às preocupações em situações climáticas”.
A ideia, conforme a mesma fonte, é fazer com que o novo investidor acrescente valor à plataforma, que neste momento tem as quatro câmaras da Nave 2 a trabalhar, auxiliado por cerca de 30 trabalhadores, dos 150 deixados pela Atunlo, que entrou em falência em Fevereiro de 2024.
Por outro lado, acrescentou, espera-se que os restantes, neste momento em casa e com salários pagos pela Enapor, tenham os postos de trabalho garantidos.
Na mesma linha, o representante dos trabalhadores, o coordenador do sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa), Heidy Ganeto, congratulou-se com a abertura do concurso.
Mas, assegurou que o sindicato vai continuar a acompanhar o processo para ver o futuro desses colaboradores.
Uma expectativa também partilhada pela funcionária Margarida Costa, que ainda não está a trabalhar, mas espera que tudo corra bem para não voltarem ao desemprego.
A Semana com Inforpress

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