quarta-feira, 30 setembro 2026

Papa pede no Líbano que migrantes que fogem das guerras nunca se sintam rejeitados

"Mesmo quando à nossa volta ressoa o barulho das armas e as exigências da vida quotidiana se tornam um desafio", disse o líder da igreja católica.

Leão XIV foi recebido com grande entusiasmo pelos cerca de dois mil participantes com gritos de júbilo e "Viva o Papa" e, em seguida, ouviu os testemunhos dos católicos libaneses e também a situação dos migrantes que, nos últimos anos, chegaram ao país, principalmente sírios e palestinianos, fugindo das guerras.

O padre Youhanna relatou a vida em Debbabiyé, a pequena aldeia na fronteira com a Síria, onde "apesar da extrema necessidade e sob a ameaça dos bombardeamentos, cristãos e muçulmanos, libaneses e refugiados do outro lado da fronteira, convivem pacificamente e ajudam-se mutuamente".

O pontífice norte-americano falou, em francês, sobre a responsabilidade para com os jovens e afirmou ser "importante favorecer a sua presença, também nas estruturas eclesiais, valorizando a sua contribuição de novidade e dando-lhes espaço".

"E é necessário, mesmo entre os escombros de um mundo com dolorosos fracassos, oferecer-lhes perspetivas concretas e viáveis de renascimento e crescimento para o futuro", acrescentou.

Ouviu também o testemunho de Loren, uma filipina que se dedica a ajudar os migrantes. No país, com apenas 5,8 milhões de habitantes, há cerca de 1,5 milhões de refugiados e migrantes.

A voluntária filipina contou a história de James e Lela, sudaneses, que tiveram de fugir da guerra enquanto estava grávida e deu à luz durante a viagem, tendo sido acolhidos no Líbano.

"O que eles viveram obriga-nos a comprometer-nos para que ninguém tenha de fugir do seu país devido a conflitos absurdos e impiedosos, e para que quem bate à porta das nossas comunidades nunca se sinta rejeitado, mas acolhido com as palavras que a própria Loren citou: 'Bem-vindo a casa!'", afirmou o papa.

Entre os religiosos no santuário para ouvir o papa, principalmente padres católicos maronitas, estava o padre Manuel, que viveu vários anos em Buenos Aires.

Este religioso explicou à EFE que a chegada do papa ao Líbano é "uma bênção" porque vai conhecer a realidade do país", que sofre muito, mas tem muita esperança e fervor", e que espera "que um dia o sol nasça para a pátria e para todo o Médio Oriente".

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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