quarta-feira, 30 setembro 2026

Franca:"Será uma das maiores defesas aéreas do mundo". Zelensky garante mais 100 caças Rafale para a Ucrânia

 

O governo francês também confirmou o número, sem fornecer de imediato detalhes sobre se os caças fabricados pela Dassault seriam transferências dos stocks franceses ou aquisições.Segundo o jornal francês Le Monde, o fornecimento de caças Rafale a Kiev faz parte de um acordo estratégico de aviação com a duração de dez anos.

 

Volodymyr Zelensky assinou esta segunda-feira, na presença de Emmanuel Macron, uma "declaração de intenções" com o objetivo de uma compra futura de 100 caças franceses Rafale, numa altura em que os intensos ataques russos com drones e mísseis contra a Ucrânia aumentaram nas últimas semanas e Moscovo reportou avanços terrestres na região sudeste de Zaporizhzhia.

O acordo foi assinado durante a visita do presidente ucraniano a Paris. “Será uma grande defesa aérea, uma das maiores do mundo”, afirmou Zelensky depois de assinar o documento em frente a um caça Rafale e às bandeiras francesa e ucraniana, na base militar de Villacoublay.

O governo francês também confirmou o número, sem fornecer de imediato detalhes sobre se os caças fabricados pela Dassault seriam transferências dos stocks franceses ou aquisições.

Segundo o jornal francês Le Monde, o fornecimento de caças Rafale a Kiev faz parte de um acordo estratégico de aviação com a duração de dez anos.

Mas segundo a Reuters alguns desses caças poderão ser transferidos diretamente da Força Aérea francesa, embora a maioria faça parte de um esforço de longo prazo para aumentar a frota ucraniana para 250 aviões de combate — incluindo F-16 norte-americanos e Gripen suecos — disseram as fontes citadas pela agência noticiosa. 

Prevê-se também que demorará algum tempo para que estes caças sejam operados no campo de batalha, já que são extremamente avançados e os pilotos precisam de passar por um rigoroso plano de treinos até poderem voá-los.

Caça francês Rafale levanta voo durante uma exibição aérea no Dubai (AP Photo/Jon Gambrell)

Têm decorrido conversações há várias semanas sobre como França poderá reforçar o apoio militar à Ucrânia, embora o governo de Macron enfrente instabilidade política e orçamental, levantando dúvidas sobre o que a França poderá efetivamente fazer.

Macron comprometeu-se no mês passado a enviar mais caças Mirage, depois de inicialmente prometer entregar seis, e um novo lote de mísseis terra-ar Aster 30, produzidos pelo grupo europeu MBDA, para as baterias de defesa aérea SAMP/T operadas pela Ucrânia.

A Reuters noticia também que a visita de Zelensky poderá também resultar em acordos para mais sistemas SAMP/T, provenientes de stocks franceses existentes ou através de encomendas de longo prazo de nova geração, incluindo mísseis e sistemas antidrones. 

Numa conferência de imprensa antes da visita de Zelensky, o gabinete de Macron afirmou que o objetivo era “colocar a excelência francesa na indústria de armamento ao serviço da defesa da Ucrânia” e “permitir-lhe adquirir os sistemas de que necessita para responder à agressão russa”.

Zelensky também participou numa apresentação de vários fabricantes, incluindo a Dassault, antes de assinar a carta de intenções.

Está prevista ainda, durante a tarde, a realização de uma conferência que reunirá empresas ucranianas e francesas ligadas ao setor dos drones para explorar formas de colaboração.

A França, juntamente com o Reino Unido, tem defendido a criação de uma coligação de cerca de 30 países dispostos a enviar tropas e meios para a Ucrânia ou para as suas fronteiras ocidentais, assim que seja alcançado um acordo de paz com a Rússia.

O objetivo central é garantir que a Ucrânia disponha de ajuda militar e económica suficiente a longo prazo para manter o seu exército forte e capaz de dissuadir qualquer futura agressão russa.

A Semana com CNN

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 20 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 13 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 19 horas atrás

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