“Isto vem no sentido de melhorarmos as nossas acções a nível das zonas onde temos tido aumento e tentar reduzir a densidade dos mosquitos adultos que podem aumentar a transmissão”, disse à imprensa à margem da formação de dois dias, a substituta da directora nacional da Saúde, Yorleydis Rosabal.
Segundo a directora substituta, as acções, neste caso, estão sendo reforçadas, não só em termos de aumento dos agentes para dar resposta no terreno, mas a nível das outras acções que tem a ver com a comunicação de risco junto da população e de combate aos mosquitos e às larvas a nível comunitário.
Neste processo, a representante do sector da saúde avançou que a luta tem sido “intensiva” e diariamente com monitorização dos casos que vão aparecendo para uma abordagem intradomiciliar e peridomiciliar.
Referente aos casos de paludismo registados, Yorleydis Rosabal afirmou que o que tem sido constatado, até agora, é que são casos simples, entre importados e locais, que estão a ser classificados já que são vários critérios que têm de ser levados em conta e considerados para definirem se se trata de um caso introduzido ou autóctone.
Quanto às zonas mais críticas apontou a zona de Fontão, Covão e arredores da zona de Palmarejo com inícios de casos desde Janeiro até Outubro e com um aumento à volta de 03 a 18, nos últimos dois meses.
Sabemos que Cabo Verde foi certificado como um país livre do paludismo, em que níveis é que nós poderíamos chegar para não tentar reduzir esta transmissão comunitária e, portanto, salvaguardarmos este certificado.
Questionada quanto à exigência de um teste que prova que os viajantes dois dias antes de viajarem não estava contaminado, a mesma fonte precisou que o Ministério da Saúde está a gerir a situação, sublinhando que os casos que vêm dos países da região são monitorizados.
Neste sentido apela às pessoas com algum sintoma que procurem as estruturas de saúde e alerta a população a estar atenta quando pessoas que provêm de algum país endémico a encaminharem a procurar as estruturas de saúde para fazer o diagnóstico e tratamento.
Na formação, em que participaram 20 agentes a nível do concelho da Praia, a representante do sector acrescentou que vão ser reforçados agentes em concelhos onde se faz sentir tal necessidade, particularmente, na Boa Vista.
A Semana com Inforpress

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