“Penso que o Presidente [norte-americano Donald Trump] garantiu que não é algo que possamos apoiar neste momento“, declarou, na quarta-feira, Rubio aos jornalistas ao partir para Israel, onde é esperado esta quinta-feira.
O parlamento israelita (Knesset) aprovou, também na quarta-feira, numa leitura preliminar, uma proposta para anexar o território palestiniano ocupado da Cisjordânia.
Donald Trump, aliado de Israel na guerra contra o movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, opôs-se a qualquer anexação da Cisjordânia por Israel, um projeto apoiado pela extrema-direita israelita.
Em agosto, Israel aprovou um projeto para a construção de 3.400 casas na Cisjordânia, denunciado pela ONU e por vários líderes estrangeiros. “É uma democracia, eles vão votar”, afirmou Rubio. “Mas, por enquanto, é algo que, na nossa opinião, pode ser contraproducente”, acrescentou.
O projeto de lei “para aplicar a soberania aos territórios da Judeia e Samaria foi aprovado em leitura preliminar por uma maioria de 25 a favor e 24 contra“, anunciou na quarta-feira o Knesset, de 120 membros, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
Judeia e Samaria é a designação administrativa israelita para grande parte da Cisjordânia, em vez do nome atribuído pela Jordânia à margem ocidental do rio Jordão, quando anexou o território palestiniano entre 1950 e a ocupação israelita, em 1967.
A votação é o primeiro passo que precede outras três votações necessárias para o parlamento israelita converter o projeto em lei. “O Estado de Israel aplicará as suas leis e soberania às áreas de colonatos na Judeia e Samaria, para estabelecer o estatuto destas áreas como parte inseparável do Estado soberano de Israel”, lê-se no projeto de lei.
O projeto legislativo foi proposto pelo líder e único deputado do partido Noam, Avigdor Maoz, que aludiu à ideia do “Grande Israel”, que apaga os territórios palestinianos do mapa, durante o debate parlamentar. “O Senhor, bendito seja, deu ao povo de Israel a Terra de Israel”, justificou.
Questionado sobre o recrudescimento da violência cometida por colonos israelitas extremistas contra palestinianos na Cisjordânia, Rubio afirmou: “Estamos preocupados com tudo o que ameaça desestabilizar o fruto dos nossos esforços”.
Marco Rubio viaja até Israel na sequência da visita do vice-presidente norte-americano, JD Vance, que se mostrou globalmente otimista quanto à manutenção do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Em vigor desde 10 de outubro e baseado num plano de Trump, este acordo parece ter vacilado no domingo, após violência mortal em Gaza e troca de acusações de violações da trégua.
“Haverá ameaças todos os dias, mas acho que, na verdade, estamos adiantados em termos de implementação, e o facto de termos passado este fim de semana é um bom sinal”, disse Vance.
A Semana com Observador/Lusa

24 dias atrás 23 horas atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...