sexta-feira, 02 outubro 2026

Assinada versão final da primeira fase do plano de paz para Gaza

 "Aversão final da primeira fase foi assinada esta manhã no Egito por todas as partes para a libertação de todos os reféns" detidos em Gaza pelo Hamas ou outros grupos palestinianos, disse Shosh Bedrosian, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa conferência de imprensa online.

O acordo ainda precisa de ser validado pelo gabinete de segurança israelita, numa reunião marcada para as 15:00 de Lisboa, referiu Bedrosian, acrescentando que um cessar-fogo entrará em vigor dentro de 24 horas após a aprovação.

A primeira fase do plano envolve a retirada parcial do Exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e Gaza, a libertação de 20 reféns em posse do Hamas e de 1.950 presos palestinianos.

A troca de reféns pelos presos palestinianos faz parte de um acordo alcançado na quarta-feira à noite no Egito entre o Hamas e Israel, que entrará em vigor assim que for ratificado pelo Governo israelita, que se reúne hoje à tarde.

Segundo uma fonte governamental israelita, após a ratificação do plano pelo Governo, o exército terá um prazo de 24 horas para se retirar até à "linha amarela" estipulada no acordo.

Uma vez concluída a retirada, inicia-se o prazo de 72 horas para a libertação dos cerca de 20 reféns israelitas ainda vivos na Faixa de Gaza, detalhou a fonte, prevendo-se que este processo ocorra no domingo ou na segunda-feira.

Como parte do plano, Israel terá de libertar 1.950 prisioneiros palestinianos.

Cerca de 250 foram condenados a prisão perpétua e os restantes 1.700 foram detidos na Faixa de Gaza, disse à agência noticiosa espanhola EFE um membro do comité político do Hamas.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

A retaliação de Israel já provocou mais de 67 mil mortos e cerca de 170.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
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