sexta-feira, 02 outubro 2026

Cabo-verdianas Suila Lima e Yacine Rosa em residência artística para jovens talentos lusófonos

Esta experiência colectiva culmina com um espectáculo multidisciplinar, marcado para o dia 12 de Setembro no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, com jovens de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Em comunicado enviado à Inforpress, a organização explicou que o projecto tem como objectivo investigar e reinventar manifestações artísticas surgidas durante o processo de libertação colonial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de Timor-Leste, além das lutas antifascistas em Portugal.

Organizada pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Khuzula, a residência recebeu mais de cem candidaturas de artistas dos sete países participantes.

O espectáculo final, que mistura teatro, música, dança e poesia, contará com mais de 50 intervenientes, entre residentes e artistas locais responsáveis pela produção técnica e pela banda.

Além da apresentação ao vivo, avança o comunicado, o evento será filmado e documentado para integrar a plataforma digital CASA, uma biblioteca virtual das artes performativas dos países envolvidos.

Suila Lima, natural da ilha do Sal e actualmente radicada na Praia, é licenciada em Educação Artística e traz para o projecto os seus 20 anos de experiência em dança.

A dançarina transita entre a dança contemporânea e as tradições cabo-verdianas, leccionando há seis anos e actuando em diversos palcos internacionais, além de integrar os grupos Raiz di Polon e Mon na Roda, esta última dedicada à dança inclusiva.

Na música, a voz de Yacine Rosa, natural de São Filipe, Fogo, é marcada pela morna, coladeira e fado.

Iniciada no coro Santa Cecília aos 14 anos, Yacine ganhou destaque em eventos como o Mindelact (2011) e o Vozes das Ilhas (2012), com composições como Gratidão (2021) e Fidju de um Deus Menor (2022).

O projecto Resistência e Afirmação Cultural é coordenado pela Associação Cultural Scala, de Moçambique, e conta com o apoio do programa Procultura, financiado pela União Europeia e co-financiado pelo Camões, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

A iniciativa visa fortalecer a economia cultural e criativa nos PALOP e em Timor-Leste, promovendo emprego e renda no sector cultural.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 11 horas atrás

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27 dias atrás 4 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 10 horas atrás

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