Segundo Vitória Veríssimo, essas 151 pessoas foram retiradas das suas residências como medida preventiva e agora, no final das chuvas, vão para casa.
Avançou ainda que há 115 pessoas no Centro de Estágio do Mindelo e 86 pessoas na escola de Monte Sossego, das quais apenas 60 vão permanecer neste alojamento sob a responsabilidade do Gabinete de Crise.
Em relação à distribuição de água, Vitória Veríssimo explicou que à medida que a Electra continua com os trabalhos para repor a produção e o fornecimento, a alternativa têm sido fazer o abastecimento em Santo Antão com camiões que vão diariamente de manhã e regressam no final da tarde para depois fazer a distribuição nas localidades.
“Nós chegamos num ponto, paramos e nós fornecemos água às pessoas. Já fomos a várias zonas como Ribeira Bote, Bela Vista, Covada de Bruxa, Espia, Alto de São João e Ribeira de Craquinha. Hoje será Salamansinha, Ribeirinha, Pedra Rolada e Ponte Francês”, informou.
Além disso, adiantou, a Electra já disponibilizou água às sentinas municipais que foram abastecidas através de caminhões da câmara municipal, das Forças de Armadas e da Protecção Civil.
Conforme Vitória Veríssimo, os centros de saúde também já têm água possibilitando o funcionamento normal e que continuam com a distribuição da água para as instituições prioritárias como o Hospital Baptista de Sousa.
A porta-voz do Gabinete de Crise foi questionada também sobre a falta de articulação na distribuição de ajudas, devido a relatos de pessoas que estão a ser contempladas mais do que uma vez e a vender os produtos deixando outras pessoas sem receber.
Sobre esta questão, Vitória Veríssimo esclareceu que o Gabinete de Crise trabalha em articulação com a Cruz Vermelha e a área social da Câmara Municipal de São Vicente, que gerem os donativos.
Quanto às associações, que também estão no terreno, a mesma fonte frisou que estas são livres para trabalhar nas comunidades, como entenderem, e apoiar as pessoas da maneira que acharem necessária.
“As associações e as organizações trabalham normalmente nas comunidades e têm as suas atribuições. A única coisa que o Gabinete de Crise sugeriu e solicitou é a organização dessas várias instituições, das organizações para trabalhar em sintonia por forma a permitir que todas as pessoas em todas as comunidades fossem contempladas com ajudas e apoio”, finalizou.
A Semana com Inforpress

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