A obra, de título completo “Exalações Asseverações Ressumações e (re) Verberações da Terra e dos Tempos da Humidade e da Provação”, editada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda de Portugal, segundo o autor, que falava à Inforpress hoje, em Lisboa, é uma homenagem ao povo cabo-verdiano e também aos 50 anos da independência de Cabo Verde.
O primeiro livro “Sexta Assomada Nocturna (A infância e mitos revisitados)”, conforme explicou é a sexta versão de “Assomada Nocturna”, um livrinho de 33 páginas, e fala sobre sua infância e dos seus colegas em Assomada e nos seus arredores, e tudo que se implique da reencenação da infância, dos mitos, das brincadeiras e dos parentescos.
O segundo “Terra-longe/diásporas (Todas as moradas da saudade)” é reservado a toda a temática da emigração cabo-verdiana, a partir do olhar da sua infância em Assomada.
O terceiro debruça-se sobre a ilha de São Vicente e as ilhas circundantes, daí o título “Reformulações mindelenses (Sanvicentinas)”.
No quarto intitulado “Revisitações dos tempos do tempo e das casas do saber e da erudição”, o autor narra a história das elites e iletrados cabo-verdianos desde a Cidade Velha passando por século XIX, os grandes médicos e escritores até a independência de Cabo Verde em 1975.
O quinto livro “Epítome para as revisitações dos tempos da provação e da disseminação continental e diaspórica da pátria africana do meio do mar ou pelejas das premonições e das saudades futuras da Nação crioula soberana” é um poema sobre a luta da libertação nacional, sobre Amílcar Cabral, sobre a luta armada na Guiné-Bissau e a luta clandestina em Cabo Verde e presos políticos.
Por sua vez, no penúltimo “Praianas (Revisitações do tempo e da saudade)”, o crítico literário, natural de Santa Catarina (Santiago), que estudou na Cidade da Praia conta a história da capital cabo-verdiana sempre em conexão com a Cidade Velha.
O último livro “(Es) Pasmos da dor de liberdade e da desesperança (Ou reencenações da maturidade dos heróis e dos tempos reinventados)” aborda a luta política clandestina em Cabo Verde, a maturação política da sua geração e as que a precedeu e termina com a libertação dos presos políticos do Campo de Concentração do Tarrafal.
“Quer dizer que este livro conta a história do povo de Cabo Verde, das ilhas e diásporas, em todas as suas vertentes até durante a época colonial. Portanto, não se debruça sobre a independência [de Cabo Verde]”, explicou o poeta, que completa 65 anos a 09 de Dezembro próximo.
“Este é um poema heroico, no sentido de falar do povo de Cabo Verde, da sua formação, das suas vicissitudes, das suas resiliências, das secas, das fomes e das desgraças”, acrescentou.
José Luís Hopffer Almada, natural de Santiago, é jurista, ensaísta e poeta, tendo sido analista e comentador residente do “Debate Africando” da RDP-África durante mais de 20 anos.
A Semana com Inforpress

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