A Sala Beijing tem patente uma exposição de dez pinturas de Zelito Barbosa, que reúne telas que convidam o visitante a “romper o hábito de egoísmo e a indiferença, reconhecer a humanidade, as suas diferenças, como lembrança que não estamos isolados”.
Os quadros, que evidenciam ainda que “o sofrimento, a alegria, a luta e a dignidade do outro também nos dizem respeito”, permitindo observar o outro como “um reflexo de nós mesmos”, constitui, para o artista, o primeiro passo para a solidariedade, o respeito e a construção de uma sociedade mais justa.
Essa perspetiva busca, essencialmente, romper com o hábito de “egoísmo e a indiferença”, convocando a todos à uma responsabilidade moral e social.
“Se o outro tem fome, sofre injustiças ou arrisca a vida em busca de um futuro melhor como nas perigosas travessias de migrantes em pirogas não podemos fechar os olhos, porque, afinal, o outro também sou eu”, lê-se na nota.
O espaço expõe e vende também um conjunto de quadros do também renomado artista plástico Kiki Lima, destinados ao reforço da capacidade da Cruz Vermelha.
As obras foram doadas à Cruz Vermelha de Cabo Verde, em 2018, pelo grupo BCN/IMPAR, no âmbito da sua política de responsabilidade social.
Os quadros estão expostos no âmbito da conferência humanitária internacional que celebra o 50.º aniversário da Cruz Vermelha de Cabo Verde, com a temática dos princípios fundamentais do Direito Internacional Humanitário (DIH).
A Semana com Inforpress

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