Segundo o coordenador do programa, Herval Silva, além dos técnicos e voluntários, a comunidade local tem um papel central no esforço de monitorização e protecção dos ninhos, com a expectativa de uma maior participação feminina.
“Um dos maiores desafios tem sido o envolvimento de mais mulheres, mas este ano acreditamos que o número será maior. Já iniciámos a temporada com formações para líderes e acções de sensibilização comunitária”, afirmou.
O programa da FMB mobiliza anualmente dezenas de pessoas em acções de patrulhamento, recolha de dados e protecção de ninhos da tartaruga-cabeçuda (caretta caretta), uma espécie em risco.
Em 2024 foram identificados cerca de 20 mil ninhos na ilha, posicionando o Maio entre as cinco maiores colónias de desova da tartaruga-cabeçuda no mundo e a terceira a nível nacional.
A ilha é considerada um ponto estratégico para a conservação da espécie, graças à forte mobilização comunitária e aos recentes registos de novas espécies nidificantes.
A Semana com Inforpress

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