Evandro Monteiro, que falava à imprensa à margem da inauguração do novo laboratório de eletroforese do hospital, sublinhou que a convivência com o vírus deve ser encarada com responsabilidade, mas também com tranquilidade dada a experiência acumulada e os meios disponíveis.
“Neste momento temos ferramentas que nos permitem, de longe, sem comparação alguma, responder melhor a toda essa condição. Mas, de facto, temos capacidade interna de diagnosticar, temos capacidade interna de isolar”, garantiu, apelando à colaboração da sociedade civil e de todos os parceiros na divulgação de informações corretas e na prevenção.
Destacou ainda que Cabo Verde dispõe de vacinas, medicamentos, protocolos actualizados e capacidades instaladas para sequenciamento do vírus, que permite um acompanhamento mais eficaz.
Relativamente a números de casos, indicou que têm sido registadas infecções “nada muito alarmante”, e que o acompanhamento está a ser feito com o apoio do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) e das delegacias de saúde a nível nacional.
“Eu acho que temos condições de conviver de uma forma saudável, porque provavelmente teremos que conviver durante muito tempo com essa patologia, assim como convivemos com outras viroses, assim como convivemos com outras situações com algum potencial epidêmico ou menos”, alertou.
Realçou, entretanto, que o HUAN dispõe de “ferramentas e condições de fazer uma vida ordinária, sem ter que viver o que todos nós vivenciamos”.
A Semana com Inforpress

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