sexta-feira, 02 outubro 2026

PM assume transportes como processo "difícil e turbulento", mas promete até final do ano “melhorias significativas"

Ulisses Correia e Silva, que falava em entrevista à Inforpress, observou, entretanto, que apesar dos problemas, houve melhorias no sector, considerando que transportes em ilhas, arquipélagos com pequena população e rendimento baixo, não deixam de ser “um problema”.

“Porque, você tem que ter aviões, tem que ter barcos. E não se pode fazer esse serviço pensando apenas na rentabilidade, porque ilhas com pouca população, e no geral com baixo rendimento, têm dificuldade em rentabilizar esses meios de transporte, quer barco quer avião”, elucidou.

Neste capítulo, assegurou que o Governo tem estado a investir, devendo ser esse o caminho, conforme frisou, para garantir a mobilidade, circulação e unificação do mercado interno, quer a nível dos transportes marítimos quer aéreos, assumindo o Estado e o Governo uma “grande parte” dos custos.

Custos, explicou, em indemnizações compensatórias às concessionárias, no caso de transportes marítimos, garantir a regularidade, o que no seu entendimento “tem havido”, aumentar essa regularidade e essa frequência com introdução de mais embarcações.

“Lançamos concurso para aquisição de mais barcos, construído de raiz, eventualmente iremos lançar mais um, para aumentar a frota. É basta ver os números… aumentou o número de passageiros, de cargas, de frequências, aumentou a regularidade, mas a insatisfação continua, porque quanto mais o nível de serviços for aumentado, mais as pessoas vão querer mais, vão querer melhor, e legitimamente”, denotou.

A título de comparação, o chefe do executivo conta, por exemplo, que se antes viajava-se uma ou duas vezes por semana para a ilha do Maio, hoje as pessoas querem essa mobilidade todos os dias.

“Isso é legítimo. E nós temos que nos adaptar a isso. Nos transportes aéreos, a mesma coisa. Ter mais aparelhos, mais ligações… sabendo que mais aparelhos têm custos, os voos não vão sempre cheios, tem que se fazer a subsidiação, então nós vamos encontrar a estabilização. Estou convencido que até o final deste ano estaremos bem estabilizados a nível de transportes aéreos e interilhas”, prognosticou.

Até porque, revelou, há já aparelhos em processo de vir para Cabo Verde, e quanto aos transportes marítimos, o país contará também no próximo ano, com novos barcos, permitindo essa estabilidade que se pretende, igualmente, a esse nível.

“O grande problema é ter aparelhos, no caso de aviões, ter barcos, no caso de transportes marítimos, em quantidade suficiente e equilibrada, e com ligações, interligações entre as nossas ilhas para garantir essa tal mobilidade das pessoas. Depois a mobilidade de bens e mercadorias através do sistema de transportes”, enfatizou.

O primeiro-ministro conclui, sublinhando que esta parte “é importantíssima”, porque permitirá que o que se produz, por exemplo, numa ilha, chegue a outras com maior mercado e fazer essa interação.

“Tem sido um processo difícil, turbulento, mas estamos no caminho de melhorar significativamente o sistema de transportes”, almejou.

 

 A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás

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jcf
27 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 23 horas atrás

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